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Medo do que vai sair?


Se você tem medo do que irá sair numa previsão do Tarô, opte por perguntar quais são os obstáculos do momento, o que pode ser feito, com o que deve tomar cuidado. Assim, você extrai algo de útil, sem ficar encanado com o que pode acontecer.

Lua – Hanson Roberts Tarot

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Vendo daqui a 20 anos…


Tem pessoas que desejam saber o que o “destino lhes reserva”, o que muitas vezes significa visualizar o resto dos seus prováveis 40, 50 anos ou mais de vida. Porém, fazer longas previsões no Tarô, mesmo que para intervalos menores como 10, 15 anos, é ineficiente.

Roda da Fortuna – Tarot of the Spirit World

Isso decorre por causa de duas questões:

1 – não vamos nos lembrar da previsão, ao ponto dela nos ser útil quando os eventos acontecerem (considerando o exemplo que dei acima de projetar mais de uma década à frente);
2 – por estar muito distante, a chance da previsão ser pouco precisa é grande, pois é tipo deduzir se irá chover ou não no seu casamento com 3 anos de antecedência. (Você até pode ter um parâmetro do clima mais provável do local na época, mas isso, no final das contas, não lhe dará garantias, fora que, neste meio tempo, você pode até desistir de se casar).

Assim, é melhor trabalhar com tempos curtos de semanas, meses e poucos anos, pois, seja o que sair, você terá condições de reconhecer no presente o que o leva para estes desfechos e, também terá poder de agir diretamente sobre os fatos, de modo a corrigir erros e modificar tendências.

Previsão ao Profecia?


Previsão no Tarô está mais para Previsão do Tempo que para Profecia. A Previsão do Tempo nem sempre é exata, mas serve para nos programarmos, para saber se devemos ou não levar uma blusa ou guarda-chuva, se vale a pena viajar para a praia. Já a Profecia só serve para assustar, iludir e imobilizar. Se for boa, ficamos preguiçosos. Se for negativa, perdemos a paz de espírito.

Tarô, para ser usado, deve ser útil. Assim, o que lemos na consulta precisa nos ajudar a melhorar e não nos aprisionar num destino fixo e inevitável. Portanto, antes de exigir resultados infalíveis das cartas, fique feliz com a oportunidade de ser alertado e poder mudar desfechos desagradáveis.

http://vanessamazza.com.br

Dilema da má previsão


8 de Espadas - Shadowscapes Tarot

8 de Espadas – Shadowscapes Tarot

Nem todos tem maturidade ou equilíbrio psicológico para lidar com más previsões.

Saber, por exemplo, que você não tende a ficar com quem ama, que poderá ter anos solitários pela frente ou ainda não ser bem-sucedido no trabalho pode ser desalentador, principalmente se você usar isso como uma desculpa para ficar mal ao invés de tentar entender o que está acontecendo e mudar sua realidade.

Afinal, quem não tem estrutura para ouvir a verdade, mesmo que o Tarô ofereça conselhos, irá desconsiderá-los e esquecê-los, muitas vezes reagindo mal e descontando em quem leu as cartas a responsabilidade pelos rumos dos acontecimentos de sua vida.

Porém, do mesmo modo que um médico não tem culpa por termos colesterol alto, o tarólogo, que não nos conhece, apenas diz o que vê no jogo, de forma imparcial.

Portanto, se você não se sente preparado, não faça uma consulta, respeite seus limites. Pois, saber a verdade é ter que lidar com ela e mudar, saindo da zona de conforto e, nem sempre estamos prontos ou dispostos a isso.

Tarô dá previsões exatas?


Roda da Fortuna - Tarot of the Spirit World

Roda da Fortuna – Tarot of the Spirit World

Seria ótimo se, ao perguntarmos algo ao Tarô, ele nos desse o dia, a hora e o local onde tal evento se materializaria. Porém, não é assim que acontece. Primeiro porque os símbolos não dão conta de fazê-lo. Segundo porque os métodos de tempo que vejo por aí, nunca funcionaram comigo.

Assim, o que sempre me pareceu mais efetivo é simplesmente determinar a realização dentro de períodos de tempo mais abertos, como um mês, um trimestre, um ano, etc, fazendo perguntas objetivas: tal coisa acontecerá em até X tempo?

A questão é que, antes disso, temos que entender se a realização é de fato possível. Pois, se tivermos cartas ambíguas ou de fraca realização, mesmo vendo um prazo, tal poderá ser anulado se os conselhos da consulta não forem seguidos.

Vamos pensar no 7 de Espadas, por exemplo, que fala de possibilidade de realização desde que haja astúcia e cautela. Ou seja, se o consulente não for esperto, colocará tudo a perder. Então, mesmo que eu veja que as coisas podem acontecer em até 3 meses, isso de nada valerá se ele se esquecer que o 7 de Espadas não é um Sol ou Rei de Paus. Ou seja, que a realização prevista não tem tanta força assim, embora sua possibilidade não esteja de todo descartada, como seria o caso de um Pendurado ou Torre.

Por que o tempo da previsão nem sempre é certeiro?


Tarô-17

Para perguntas objetivas, tais como: “irei conseguir uma promoção até o final do ano?”, podemos ter uma reposta mais ou menos assim: “sim, provavelmente no segundo semestre”.

Eis então que o tempo passa e um consulente dá um feedback dizendo que a promoção veio, de fato, mas no primeiro semestre. Outro pode afirmar que veio no começo do ano seguinte.

Por que a promoção não aconteceu exatamente no segundo semestre como previsto?

A resposta está no comportamento do consulente.

Se ele continua dentro de sua tendência anterior à consulta, o resultado será o que foi previsto. Se, no entanto, ele seguir o conselho proposto na leitura, que era o que estava atrapalhando a promoção, ele conseguirá que tal seja adiantado. Mas, se além de não seguir o conselho, ele piorar suas atitudes, o desfecho poderá ser atrasado e, algumas vezes, até eliminado. Este último caso acontece quando a pessoa é reativa e não aceita certas verdades sobre si mesma.

Para explicar isso, vamos supor que o que impedia a promoção era uma atitude muito servilista do consulente. Ele ajudava demais, nunca mostrava o que pensava e, na empresa onde trabalhava, o que a chefia desejava era justamente uma pessoa mais direta, que soubesse enfrentar a autoridade, quando necessário. Então, com o conselho para ser mais assertivo, o consulente, que tinha dificuldade em sê-lo, poderia ficar com raiva, achando um absurdo ter que ficar dizendo aos patrões o que era certo ou errado, se tornando ainda mais introspectivo. Isso poderia tanto atrasar a promoção, quanto fazê-lo se tornar obsoleto, sendo mandado embora.

Veja aqui outras dúvidas respondidas

Perguntas & Respostas: A previsão pode mudar em pouco tempo?


Tarô dos Anjos-15

Podemos fazer a consulta num mês, obter uma resposta e, no mês seguinte ela se alterar. Isso geralmente causa confusão ou incerteza no consulente. Se o profissional consultado for de confiança e, portanto, a probabilidade de erro for pequena, há que se considerar normal e esperado que haja mudanças na previsão de tempos em tempos.

Isso acontece porque, em primeiro lugar, o Tarô não mostra uma destino fixo e sim um futuro provável que vai se transformando de acordo com o presente. Por isso, os conselhos que saem na consulta são importantes (eu diria essenciais). É como se, enquanto a leitura é um mapa, as orientações são bússolas.

Afinal, mesmo com as direções corretas nas mãos, muitas vezes não temos dúvidas se a direção tomada é a mais adequada?

Então, são os conselhos (bússola) que nos darão segurança no caminhar, pois irão nos orientar no sentido de obtermos melhores resultados, seja evitando (ou atenuando) o desfecho ruim previsto, seja antecipando (ou maximizando) a conclusão, quando positiva.

Em suma, quando acontecem mudanças assim na previsão é porque provavelmente o consulente não seguiu os conselhos. Assim, aquilo que estava indicado como promissor, se desintegrou e, aquilo que estava previsto como ruim, se maximizou.

Tarô e Cultura: E o Vento Levou


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Lendo o primeiro volume do livro E o Vento Levou, de Margaret Mitchell, da Editora BestBolso, encontro esta passagem na página 15: é relatado que a personagem bá Jincy disse à protagonista Scarlett O´Hara, tempos atrás, que ela se casaria com um cavalheiro de cabelos e bigode negros, características físicas que não a interessavam na época. Por isso, ela considerava ser a previsão, enganosa, o que, obviamente, todos nós sabemos que não era.

Rhett Butler, interpretado por Clark Gable, o cavaleiro de cabelos e bigode negro.

Rhett Butler, interpretado por Clark Gable, o “cavalheiro de cabelos e bigode negros”.

De todo modo, fico imaginando se Jincy deduziu isso com uma carta da corte. A meu ver, o que mais se encaixaria, seguindo a cartomancia antiga, é o Rei de Paus, por ter pêlos negros (mas não ser da raça negra) e possuir mais idade que Scarlett. Além disso, no baralho comum, o Cavaleiro de Paus não tem bigode, reforçando esta ideia.

Rei de Paus

E vocês, o que acham?

Série Perguntas Clássicas ao Tarô: Eu posso mudar um desfecho negativo?


Roda da Fortuna - Crowley

Roda da Fortuna – Crowley

Sim. Eu não sigo a linha determinista que fala de um destino que não se pode mudar. Portanto, se sair negativo no Tarô é porque algo está equivocado, sejam as atitudes, as crenças, as emoções. Modificando a causa, o futuro pode mudar. Porém, é preciso ter bastante senso crítico durante a consulta. Um exemplo disso é  quando você vê que não dará certo o relacionamento com alguém. Se as cartas mostrarem que o problema é o consulente, ótimo. Ele resolve e as coisas caminham. Agora, se o problema for o outro, nem sempre o consulente conseguirá intervir, pois aí entra o livre-arbítrio alheio. Além disso, existem situações que simplesmente não valem a pena, como quando o cliente acha que será feliz com alguém, mas o Tarô mostra que não. Nestas horas é preciso levar a sério o que saiu nas cartas e repensar aquilo que se considera verdadeiro.

Gostou do meu estilo? Veja como fazer uma consulta, clicando aqui

2013 – O despertar de uma nova consciência


6. Os Enamorados, 20. O Julgamento e 13. A Morte

6. Os Enamorados, 20. O Julgamento e 13. A Morte

Muito tem se falado, dentre as previsões tarológicas, sobre a carta dos Enamorados (Arcano 6), posto que o ano de 2013 pode ser fragmentado, gerando esta soma: 2+0+1+3 = 6. E o que querem dizer com isso? Que estamos para adentrar um ano de escolhas, exercendo de forma significativa nosso livre-arbítrio. Porém, podemos complementar este raciocínio: 2013 também pode ser a associado aos arcanos Julgamento (20) e Morte (13). Como estas cartas indicam, em parte, renascimento, é interessante lembrar que o calendário maia, amplamente divulgado nos últimos tempos, anunciava o começo de um ciclo dourado para a Humanidade, justamente em 2013.

Porém, nem tudo pode ser escolhido assim, tão facilmente, quanto o ar faceiro dos Enamorados pode indicar. O Julgamento e a Morte possuem um caráter sério, austero, clamando por justiça e também exigindo que sejamos responsáveis por nossas ações. De forma figurativa, se colocarmos as duas cartas lado a lado, poderemos sentir a força do apocalipse previsto, quando o joio seria separado do trigo, ou seja, quando deixaríamos morrer o velho, aquilo que não nos serve mais, despertando nossas consciências, elevando nossas almas e conectando-nos novamente ao divino.

Por tudo isso, mais do que apenas optar por vários caminhos disponíveis, o próximo ano está pedindo que sejamos mais alertas do que nunca ao que pensamos, fazemos e sentimos. Afinal, se por um lado o Julgamento anuncia uma espécie de revelação, uma clareza de pensamento, a vitória da Verdade, a Morte geralmente nos separa do passado, dos nossos hábitos enraizados e igualmente de um estilo de vida que não combina mais com os novos tempos. Em outras palavras, só poderemos evoluir de fato se tivermos a coragem de abandonar o passado, tal como na frase da Seicho-no-ie que diz: “queime a ponte que acabou de atravessar”.

Portanto, a grande escolha que devemos fazer é interna, nos perguntando se estamos preparados para mudar, para nos desapegarmos de conceitos, crenças e atitudes aos quais nos identificamos fortemente ao longo de décadas. Neste sentido, é bem possível que tenhamos que nos deparar com novas formas de nos relacionarmos socialmente, com hábitos alimentares alternativos, com esquemas de trabalho e educação não tão óbvios e ainda com tipos diferentes de espiritualidade e de bem-estar e saúde físicos.

Assim, sem uma reinvenção do nosso ser, tanto faz nossas escolhas em 2013, já que todas elas nos levarão para o mesmo ponto (resultado), pois o que determina o desfecho é nossa energia, nosso padrão mental, nossas crenças e não se optamos pelo caminho A ou B. É só alterando a causa (nós mesmos), que os efeitos serão diferentes do que que estamos acostumados a receber da Vida.

Em suma, por que viver mais do mesmo se você pode renascer verdadeiramente? Esta sim é a escolha da qual os Enamorados estavam falando.

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