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“Tira uma cartinha”


Mesmo que possamos tirar apenas uma carta para responder uma pergunta básica, é preciso tempo e calma para realmente entender uma determinada situação.

Por isso, não fique tirando “cartinhas” aleatórias por pressa e preguiça. Isso tende a ser perda de tempo, além de gerar mais confusão.

Primeiro medite sobre o que de fato precisa saber, depois escolha um jogo e se permita estuda-lo.

Não faça outro logo em seguida. Você verá o quanto aprenderá com este exercício.

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Combinações semelhantes


Se fizermos a mesma pergunta e dispormos o Tarô duas, três, quatro vezes (inclusive até com tarólogos diferentes), o mais provável é que saiam arcanos diferentes em cada jogo.

Por isso, olhando de forma superficial, podemos julgar que o Tarô está dando respostas distintas, quando, na verdade, está se aproveitando das cartas que estavam disponíveis naquele embaralhamento, para dizer essencialmente a mesma coisa.

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Por exemplo, se algo é instável, várias cartas podem dizer isso: Roda da Fortuna, Cavaleiro de Copas, 7 de Espadas, Torre, Lua, 5 de Ouros.

Se existe realização, o Carro, Cavaleiro de Paus, 9 de Ouros, 6 de Paus e Imperatriz podem afirmá-lo também.

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E quando o método usado é o europeu? A mesma coisa!

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Uma Estrela com 5 de Espadas (realização fácil com desperdício/antagonismo), pode ser revista, mesmo que em parte, numa Imperatriz com 5 de Ouros ou num Sol com 8 de Copas.

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É claro que uma combinação não substitui a outra perfeitamente. O importante aqui é saber que consultas sobre o mesmo tema, feitas na mesma época, não dão resultados opostos. O que muitas vezes causa ruído nas interpretações (e confusão no consulente), são as diferentes linhas que os profissionais podem seguir ao ler as cartas, afastando muito o contexto de um jogo a outro.

Por isso, se você fizer a mesma pergunta todas as semanas, não se assuste com cartas diferentes. Elas tendem a estar dizendo o mesmo, usando símbolos diferentes. Porém, só o faça se estiver estudando, senão, o risco é ficar mais ansioso!

Perguntas & Respostas: Tarô à distância é feito no chute?


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De vez em quando eu recebo a seguinte pergunta: a consulta online tem o mesmo efeito que o contato presencial entre profissional e cliente, já que a consulta à distância soa mais como um chute probabilístico?

Ao que respondo:

Especular sobre o funcionamento do Tarô seria um terreno inóspito, portanto, considero mais fácil seguir por fatos. Eu leio tarô há uns 20 anos, sendo que metade deles foi ao vivo e a outra metade preponderantemente online. Meu nível de acerto foi maior no online do que no ao vivo, mas não porque exista diferença entre os dois meios e sim porque minha técnica melhorou de 2007 para cá, quando passei a atender pela internet. Neste sentido, nunca há (nem pode haver) no Tarô chute probabilístico. Toda prática se fundamenta sobre conhecimento, experiência e técnica. Afinal, se fosse só para adivinhar, não haveria necessidade de um sistema tão complexo de símbolos. Você poderia simplesmente chutar usando borrachas, clipes, adesivos, etc.

Entretanto, há dez anos eu não saberia dizer se a leitura à distância funcionaria ou não. Foram o tempo e os feedbacks dos clientes, alguns que mantenho desde esta época, que me provaram que, embora eu não possa dizer exatamente porque funciona, a prática simplesmente mostra resultados verificáveis. No final, isso me fez acreditar cada vez mais que rituais de tiragem de cartas são desnecessários, como ambiente específico, incenso, corte do baralho com a mão da pessoa, invocações, etc.

Ou seja, eu posso ler para mim, para um cliente presencialmente, para outro online, esteja ele falando comigo ao vivo ou não e o resultado será o mesmo. No fim, o que pode realmente prejudicar a consulta é o estado do tarólogo: cansaço, nervosismo, falta de atenção ou de experiência…

 

4 perguntas que geram respostas confusas no Tarô


Saber perguntar é o que torna as respostas no Tarô mais claras e precisas, por isso, coloquei aqui alguns tipos de questões que mais atrapalham que ajudam nas interpretações:

Cena do filme Dr. Terror's House Of Horrors

Cena do filme Dr. Terror’s House Of Horrors

1.Qual é meu futuro?

Este tipo de pergunta é muito genérica e abrangente, por isso, uma ou mais cartas não conseguirão abarcar todo o conteúdo de uma vida. Na verdade tenderão a focar em apenas alguns aspectos, dando uma falsa impressão do Todo. Logo, é melhor recortar em segmentos: vida amorosa, profissional, familiar, etc e determinar um período, de preferência não muito longo (meses e anos).

2.É melhor eu escolher A ou B?

A conjunção OU causa confusão nas respostas, daí ser melhor não utilizá-la. Afinal, se você pergunta: devo viajar ou não? e sai Enamorados, pode até ser razoavelmente claro que tanto fará ir ou não, porém, se sair 8 de Espadas, você se questionará se o erro será ir ou ficar. Opte por questionar primeiro se será favorável seguir caminho A e depois como o será pela opção B.

3.Vou ser feliz?

Ninguém é feliz totalmente, mesmo quando tudo na vida anda bem. Portanto, perguntar se irá ser feliz é capcioso. Você com certeza será feliz em algum momento e infeliz em outro. É mais eficiente saber se será bem-sucedido naquilo que hoje você enxerga como uma fonte de felicidade.

4.Fulano me trai?

Esta pergunta é complicada de responder, pois sinto que as cartas são muito sutis. Por exemplo, se seu amor sente atração por outras pessoas ou, em um momento de crise emocional cogitou a traição, mas depois voltou atrás, isso sairá nas cartas. Só que não haverá clareza se é algo que ficou no plano das ideias ou se chegou a ser consumado de fato. Então, como não acredito que seja positivo (e ético) que se fique especulando sobre os pensamentos de outra pessoa sem sua autorização, prefiro perguntar: fulano é sincero e leal? a resposta dará a entender se se trata de alguém confiável ou não, deixando de lado se tal já teve atos desleais ou não.

E quando o cliente/consulente é antipático?


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Consultas a la 4 de Copas

Isso é raro de me acontecer mas, quando este tipo de cliente vem (pessoas preconceituosas, grosseiras, indelicadas, desrespeitosas e/ou inflexíveis), isso me entristece, pois a consulta se torna um pouco nula, já que a pessoa em questão não absorve o que foi dito e eu finalizo a leitura com a sensação de tempo perdido.

Além disso, o que me incomoda mais é que este tipo de situação é evitável, já que deixo muito claro o tipo de trabalho que faço: leitura de Tarô técnica, sem misticismo, sem mediunidade, com foco mais terapêutico, com previsões e aconselhamento. Até porque meu objetivo é que a pessoa entenda o momento dela, o que ela está fazendo e para onde está indo. Logo, quem me procura precisa, em essência, estar aberto a mudar de atitude, crenças ou, ao menos, considerar a possibilidade de refletir sobre elas. Assim, minha conduta se afasta do tipo de taromancia que foca mais na previsão, narrando o futuro como algo imutável ou uma simples curiosidade.

Como para cada tipo de profissional também existe um tipo de cliente, é natural que eu atraia pessoas que querem aprender com o Tarô, que se permitem ouvir opiniões contrárias, que tem maturidade para aceitar previsões negativas, que aceitam conselhos e refletem sobre eles, que respeitam o conhecimento que possuo, sendo educadas na hora de tirarem dúvidas ou fazerem perguntas.

Por isso, elas não chegam atrasadas às consultas (e se chegam pedem desculpas ou se justificam), nem insinuam que falta probidade ao meu trabalho (porque não uso certos maneirismos típicos, como invocações, regras de cortes das cartas, etc) ou saem da consulta insatisfeitas por não terem ouvido aquilo que esperavam (em outras palavras escutam “puxões de orelha” ao invés de “passadas de mão na cabeça”), sem, no entanto, refletirem sobre o assunto com mais profundidade.

É claro que ninguém é obrigado a nada. As pessoas são livres. Por isso, é preferível evitar se colocar em situações incoerentes, como passar com um profissional cujo trabalho não acredita/gosta e depois constrangê-lo por isso. Na minha cabeça, isso seria o mesmo que eu contratar um arquiteto que adora arte moderna e brigar com ele por não fazer projetos mais clássicos.  Ora, não faria mais sentido que eu fosse atrás do profissional especializado no estilo que eu gosto? Pois é.

Mas estes clientes às vezes aparecerem “chutando o balde” e você deve atendê-los com educação e profissionalismo. Talvez o próprio tempo mostre o erro deles e, mesmo que não retornem (por orgulho), alguma semente de mudança terá sido plantada. Ou não. O importante é que, se você pegar clientes assim, fique frio, faça seu melhor e desapegue. Afinal, foi esta pessoa quis passar com você e isso deve ter um motivo maior, mesmo que não aparente.

Imagem Leo Rey/ Fairy Tale Tarot

Resumo de Abril/2015


barnesandnoble.com

barnesandnoble.com

Neste mês tivemos dois textos trazendo dilemas sobre o livre-arbítrio expresso no Tarô:

O tarólogo deve dizer tudo o que sai?

Arquivo X e o episódio sobre Tarô, destino e livre-arbítrio

Retomei a série Ação e Reação:

O que você faz quando é atingido pelo dogma do Sacerdote?

E outros sobre as tiragens:

Erros comuns na hora de ler o Tarô

Cartas que indicam indisponibilidade emocional

Resumo de Março/2015


Devianart

Devianart

Neste mês tive pouco tempo para escrever devido a outros projetos.

Mesmo assim, consegui trazer alguns artigos voltados para estudantes de tarô, tarólogos e consulentes:

Ler ou não ler para conhecidos e familiares

Cartas que indicam cansaço mental

Conselhos de cartas “negativas”

Perguntas & Respostas: Destino X Livre-arbítrio/ Divinação X Orientação

Dicas de bem-estar para tarólogos


Quem trabalha com Tarô atende pessoas ao longo do dia, seja pessoalmente, seja virtualmente. Tal como num trabalho comum, não deve deixar de lado os cuidados com o próprio corpo, até para poder continuar tendo qualidade nos atendimentos. Afinal, como ajudar alguém, se você não observa suas necessidades mais vitais?

Veja abaixo algumas dicas:

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Alongar – Nosso trabalho é feito sentado. Assim, é importante sempre alongar. Eu faço meus alongamentos mais intensos de manhã e depois faço alguns mais simples na hora do almoço e ao fim do dia. Isso ajuda a manter a flexibilidade e aliviar o estresse.

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Tomar água – Mantenha uma garrafa de água fresca ao seu lado e vá tomando ao longo do dia. Reponha-a várias vezes. Eu geralmente tomo de 5 a 8 copos. Se você atende presencialmente, é bom para servir aos seus clientes. Se gostar, você pode fazer águas aromatizadas com limão, manjericão, hortelã, etc.

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Meditar – Não dá para cuidar dos dramas alheios, sem paz interior. Para isso recomendo a meditação que diminui a ansiedade e a preocupação e lhe ajuda a relaxar. É interessante começar o dia meditando, mas você pode encontrar um horário mais confortável para você, no qual não seja interrompido por ninguém. 175970445

Ficar perto da Natureza – A Natureza tem um poder de acalmar e nos conectar com nossa intuição, muito essencial ao nosso trabalho. Eu moro em Petrópolis e vejo um morro enevoado, céu azul,  árvores e passarinhos pela minha janela. Porém, se você ainda mora numa cidade agitada, como eu morava em São Paulo antes, pode compensar isso com plantas, flores e idas constantes a parques e praças perto de sua casa.

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Cuidar da postura – Além do alongamento, é importante verificar se sua cadeira está ajustada corretamente em relação a sua mesa de trabalho. Isso evita que você force seus músculos e articulações e se sinta todo quebrado no final do seu expediente.

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Ter intervalos – Eu particularmente não gosto de atender uma pessoa atrás da outra. Considero desgastante e penso que se corre o risco de começar a se repetir ou confundir as coisas. Por isso, mantenho intervalos nos quais cuido de outros aspectos do meu trabalho, como escrever textos, responder emails, formatar consultas, estudar, tomar um café, etc.

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Evitar interrupções – No nosso trabalho é essencial não ter telefones tocando, sons com música alta, pessoas conversando, barulhos de consertos, visitas nos momentos em que estamos atendendo. Deixe isso bem claro para as pessoas que vivem com você ou que precisam de você ao longo do dia.

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Obedecer seu relógio biológico – Não atenda se estiver se sentindo mal, com calor, com fome, com vontade de ir ao banheiro, com sono. Respeite suas necessidades e atenda quando estiver se sentindo bem.

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Ter um espaço bem organizado e limpo – Mesmo que seu espaço seja uma pequena mesa com um notebook, faça dela um local sagrado, limpo, arrumado, que lhe dê satisfação em fazer o que faz.

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Cuidado com incensos e cigarro – Se você atende presencialmente, eu recomendaria evitar acender incensos e fumar, pois nem todo mundo gosta ou suporta (fisicamente) estes odores fortes e algo que poderia ser bom, acaba ficando desagradável para quem vem lhe consultar. Borrifadores de ambiente são mais eficientes. Eu, por exemplo, gosto muito do de lavanda.

Dicas para criar confiança nas leituras


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O site Voodoo Universe trouxe recentemente um artigo com dicas para fortalecer a confiança dos cartomantes que, quando dispõem as cartas, não conseguem botar fé totalmente no que estão vendo. Esta insegurança, além de impedir que se possa viver profissionalmente das cartas, também prejudica o processo de autoconhecimento, caso a pessoa leia apenas para si mesma.

Por isso, traduzi algumas das dicas, colocando um pouco da minha experiência:

  • Mantenha um registro de leituras – Eu sei que isso é algo que exige disciplina. Porém, o que nesta vida se conquista sem o devido empenho? O fato é que anotar as perguntas e as cartas que saíram e revisitá-las de tempos em tempos ajuda a dar segurança. Tal como eu fazia com as traduções de inglês, cada pequeno aprendizado na escola me dava outra dimensão da língua e, muitas vezes, me surpreendi com traduções antigas, totalmente erradas, coisa que só ficou clara pela constante revisão e (re)aplicação dos novos conhecimentos;
  • Faça testes – Sei que o Tarô não é um instrumento que se possa testar cientificamente, porém, existem testes que podem se aplicar nele. Por exemplo, se você fizer perguntas simples sobre acontecimentos do seu cotidiano, fica fácil ver se você está conseguindo ou não interpretar corretamente as cartas. Mas, para que funcione bem, é necessário escolher assuntos de rápida verificação, como se alguém que ficou de visitá-lo à tarde realmente virá ou se um negócio que você pretende fechar, dará certo até o final da semana, etc;
  • Prefira o Tarô Clássico – Tarô é Tarô e, a partir do momento que você sabe o que significa cada carta, não importa o baralho que use. Por isso, você pode até utilizar o que esteticamente lhe agrada mais. Algumas pessoas vão preferir os góticos, outros os de fantasia ou natureza, porém, para quem ainda duvida muito de si mesmo, se ater ao clássico é uma boa saída. Ajuda a gravar melhor os símbolos e evita confusão de atributos;
  • Use tiragens simples – Tentar aprender o Tarô com as tiragens mais longas e complexas só poderá desanimar o iniciante. Assim, pratique com leituras simples, com poucas cartas. Veja algumas opções aqui;
  • Contextualize – Procure aplicar o que você entende de cada arcano na sua vida, nos livros que lê, nos filmes que assiste. Por exemplo, no momento leio E O Vento Levoue não consigo me furtar ao pensamento de como a protagonista, Scarlet O´Hara é uma Rainha de Espadas: voluntariosa, egoísta, vaidosa, frívola, querendo atenção só para ela, não cuidando do próprio filho e cheia de raiva e ressentimento por aqueles que a rejeitaram. Isso amplia sua visão e dá uma forma mais tridimensional às cartas, trazendo-as para seu cotidiano. Quando isso acontece, você perde o medo, pois elas se tornam familiares.
Scarlet

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Rainha de Espadas - Art Nouveau Tarot

Rainha de Espadas – Art Nouveau Tarot

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