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É consulta de Tarô se as cartas não são lidas?


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Não, não é!

Por isso, cuidado com profissionais que se dizem tarólogos (ou cartomantes), dispõem cartas na sua frente, mas não as leem!

Como a maioria dos clientes não entende de Tarô, acaba não percebendo isso, portanto, na consulta, procure perguntar o que significam aquelas cartas e onde o profissional viu aquela previsão que acabou de dizer. Se ele souber explicar, a chance é que as esteja de fato lendo. Se enrolar, você sabe que as cartas que estão ali são de enfeite.

Eu não sou contra as pessoas consultarem videntes, mas me chateia quando vão em busca de uma consulta de Tarô e não a recebem de fato.

Afinal, consulta de Tarô só acontece quando se lê de fato as cartas que estão sobre a mesa. Sem isso, o que existe é adivinhação, intuição, mediunidade e a pessoa em questão poderia estar usando qualquer objeto: palitos, dados, flores, pedras…

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Perguntas & Respostas: Tarô à distância é feito no chute?


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De vez em quando eu recebo a seguinte pergunta: a consulta online tem o mesmo efeito que o contato presencial entre profissional e cliente, já que a consulta à distância soa mais como um chute probabilístico?

Ao que respondo:

Especular sobre o funcionamento do Tarô seria um terreno inóspito, portanto, considero mais fácil seguir por fatos. Eu leio tarô há uns 20 anos, sendo que metade deles foi ao vivo e a outra metade preponderantemente online. Meu nível de acerto foi maior no online do que no ao vivo, mas não porque exista diferença entre os dois meios e sim porque minha técnica melhorou de 2007 para cá, quando passei a atender pela internet. Neste sentido, nunca há (nem pode haver) no Tarô chute probabilístico. Toda prática se fundamenta sobre conhecimento, experiência e técnica. Afinal, se fosse só para adivinhar, não haveria necessidade de um sistema tão complexo de símbolos. Você poderia simplesmente chutar usando borrachas, clipes, adesivos, etc.

Entretanto, há dez anos eu não saberia dizer se a leitura à distância funcionaria ou não. Foram o tempo e os feedbacks dos clientes, alguns que mantenho desde esta época, que me provaram que, embora eu não possa dizer exatamente porque funciona, a prática simplesmente mostra resultados verificáveis. No final, isso me fez acreditar cada vez mais que rituais de tiragem de cartas são desnecessários, como ambiente específico, incenso, corte do baralho com a mão da pessoa, invocações, etc.

Ou seja, eu posso ler para mim, para um cliente presencialmente, para outro online, esteja ele falando comigo ao vivo ou não e o resultado será o mesmo. No fim, o que pode realmente prejudicar a consulta é o estado do tarólogo: cansaço, nervosismo, falta de atenção ou de experiência…

 

Tarô x Religião


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Muitas pessoas gostariam e poderiam se beneficiar do Tarô, mas, acabam-no deixando de lado, pois sua religião as proíbe. O interessante é que o Tarô nada tem de religioso, nem nunca teve, desde a época em que foi criado (supostamente no século XIV, na Europa).

Tal como as Igrejas não proíbem pessoas de jogar cartas, principalmente se não tem apostas envolvidas, o que poderia indicar um vício, não faz sentido impedir que alguém consulte um simples baralho de Tarô.

Se as pessoas religiosas entendessem que o trabalho do tarólogo nada tem (e não precisa ter) de místico, mágico, ritualístico, oculto, esotérico, mediúnico, espiritualista, perderiam o medo e não ficariam constrangidas em dele se utilizar.

É claro que existem pessoas religiosas/espiritualistas que usam o Tarô e acabam nele impregnando suas crenças ao utilizarem pedras, cristais, incensos, imagens de santo, evocações, roupas especiais, etc. Mas, do mesmo jeito que podemos pegar qualquer objeto para um fim ordinário ou sagrado (vide uma taça na qual podemos beber um vinho em casa ou realizar uma consagração na Igreja), o Tarô é uma ferramenta neutra.

Portanto, não há necessidade nenhuma de ver algo além do que ele realmente é: um inofensivo baralho de cartas, cujos símbolos possuem significados que, quando ordenados num jogo, podem nos servir de conselho.

Perguntas & Respostas: A previsão pode mudar em pouco tempo?


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Podemos fazer a consulta num mês, obter uma resposta e, no mês seguinte ela se alterar. Isso geralmente causa confusão ou incerteza no consulente. Se o profissional consultado for de confiança e, portanto, a probabilidade de erro for pequena, há que se considerar normal e esperado que haja mudanças na previsão de tempos em tempos.

Isso acontece porque, em primeiro lugar, o Tarô não mostra uma destino fixo e sim um futuro provável que vai se transformando de acordo com o presente. Por isso, os conselhos que saem na consulta são importantes (eu diria essenciais). É como se, enquanto a leitura é um mapa, as orientações são bússolas.

Afinal, mesmo com as direções corretas nas mãos, muitas vezes não temos dúvidas se a direção tomada é a mais adequada?

Então, são os conselhos (bússola) que nos darão segurança no caminhar, pois irão nos orientar no sentido de obtermos melhores resultados, seja evitando (ou atenuando) o desfecho ruim previsto, seja antecipando (ou maximizando) a conclusão, quando positiva.

Em suma, quando acontecem mudanças assim na previsão é porque provavelmente o consulente não seguiu os conselhos. Assim, aquilo que estava indicado como promissor, se desintegrou e, aquilo que estava previsto como ruim, se maximizou.

Perguntas & Respostas: Consulente fala nada/ Só se usa a intuição


Estes dias recebi mais um email (desta vez de um psicólogo que lê o Tarô) com várias perguntas interessantes que publico abaixo, com minhas respostas. Para ver outras dúvidas, acompanhe a série Perguntas Clássicas ao Tarô ou mesmo, outras dúvidas de leitores/clientes

No Tarô a intuição é útil, mas o estudo, fundamental.

No Tarô a intuição é útil, mas o estudo, fundamental.

1. A pessoa chega para se consultar, entra e não diz absolutamente nada. Fica só esperando você falar. Em seguida a Sra abre a mandala de treze cartas e vem uma coisa na cabeça referente a um setor da vida da pessoa.Como vamos saber se aquela ideia sobre tal aspecto da pessoa é correto ou não? Como distinguir o momento de descartar a ideia e o momento de aceitá-la?

Em primeiro lugar, não existe consulta de Tarô realmente eficiente sem que o consulente diga alguma coisa. Isso vem de um conceito antigo de que leitura de cartas é o mesmo que adivinhação ou mediunidade/vidência. Cada carta tem inúmeros significados que vão variar dependendo do caso. Se o consulente nada disser, gastamos muito mais tempo especulando para que lado devemos ou não levar nossa interpretação. Por exemplo, se a pessoa é solteira, a leitura será uma, se for casada, outra, se estiver trabalhando, com dívidas e assim por diante. Isso significa que se o consulente nada disser, sua leitura será errada? não, mas será com certeza superficial ou muito genérica (isso se estiver apoiada em técnica, claro, e não só em intuição). Quanto às ideias que surgem, eu falo, pois são raciocínios que seu subconsciente está fazendo. Cabe ao consulente dizer se isso procede ou não. Com o tempo você terá mais clareza sobre isso, pois estas ideias podem também nascer de puro preconceito. Por isso, enfatizo novamente, se você tem a técnica, fica simples saber se sua ideia espontânea complementa o que saiu de fato ou se é “uma viagem”.

2. Para se jogar Tarot é preciso que se tenha uma intuição especial? Se sim, isso é algo que já nasce com a pessoa ou qualquer um pode desenvolver essa capacidade com a prática? A Sra usaria seus argumentos baseado em que?

Intuição é algo que todos temos e que precisamos desenvolver, mas que não está circunscrito apenas a atividades como a do Tarô. Um médico, um engenheiro, um matemático podem dela desfrutar. Muitos cientistas fizeram descobertas após um momento de inspiração. O que torna você um bom tarólogo é sua técnica e isso pode ser aprendido. É ela que lhe dará a base firme na qual se sustentar e tecer seus argumentos.

3.Como desenvolver essa capacidade? Pode-se desenvolvê-lo praticando “na marra”, jogando de graça para o maior número possível de pessoas?

A prática faz a perfeição, claro. Mas eu recomendaria treinar com você mesmo (fazendo uma prática de Tarô diário, com previsões para o dia, a semana, o mês) e, se for ler de graça para outros, que sejam pessoas próximas, amigos e parentes, pois, se forem estranhos, poderão abusar de você. Além disso, depois será difícil começar a cobrar.

4. Existem alguns exercícios que a pessoa pode fazer para desenvolver essa capacidade?

Como disse acima, treine consigo mesmo. Recomendo a trilogia do Nei Naiff. A técnica dele é excelente e muito clara. Com ela seu nível de acerto aumentará bastante. Pode ver os livros aqui – http://www.neinaiff.com/livros

Imgem: Leo Rey Fotografia/ Eremita – Tarô dos Anjos

Perguntas & Respostas: Quantas perguntas posso fazer?


Cabe ao tarólogo entender os matizes das questões que o consulente traz

Cabe ao tarólogo entender os matizes das questões que o consulente traz

De vez em quando um consulente quer saber quantas perguntas pode fazer numa consulta. Eu sempre respondo que depende, pois os assuntos que ele trouxer podem tanto ser vistos em 30 minutos quanto em 2 horas. Afinal, o que vai determinar o tempo gasto é a complexidade das suas perguntas. Por exemplo, tem vezes que uma carta só responde, em outras temos que fazer vários jogos para chegar ao cerne do problema. Portanto, nestes casos, às vezes é bom fazer um relato por email de toda a situação, caso a pessoa esteja insegura, pois ficará mais fácil para eu precisar o tempo necessário para vermos tudo.

O interessante é que geralmente algo que o consulente considera muito complicado, pode ser respondido em uma ou duas leituras, já que os detalhes em si não interessam e sim o âmago da questão. Seja como for, é trabalho do tarólogo deduzir estas coisas e ajudar o cliente no processo.

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