A linguagem das cartas é diferente da nossa


Quando lemos as cartas, ficamos esperando encontrar nelas respostas exatas às nossas perguntas, mas isso é muito difícil de obter, pois a linguagem é diferente e precisamos de várias ferramentas para formar um quadro mais preciso, entre elas a pergunta bem formulada, o jogo adequado, os referenciais do tarólogo e, de preferência, o contexto trazido pelo consulente.

Veja:

  1. Pergunta clara – já disse várias vezes aqui no blog que pergunta confusa, que dá margem a diversas respostas, faz com que o Tarô não saiba exatamente o que deve responder;
  2. Jogo adequado – se você quer saber sobre questões específicas, é besteira tirar uma Mandala ou uma Cruz Celta. Estas tiragens dirão muitas coisas interessantes, mas não responderão a pergunta em si, pelo menos não diretamente;
  3. Referenciais do tarólogo – quanto maior a vivência do profissional, maior sua capacidade de fazer associações e também de inferir a que aspectos do cotidiano aquele arcano pode estar se referindo;
  4. Contexto do consulente – é muito diferente interpretar um jogo sabendo que o consulente está trabalhando, por exemplo, do que não, pois a mesma carta que indicaria estabilidade/segurança no trabalho, pode igualmente afirmar que não haverá evolução profissional;

Isso posto, grande parte dos erros já é descartada, mas, mesmo assim, ainda temos o desafio de conseguirmos ser o mais exatos que pudermos nas respostas.

Um 8 de Espadas, por exemplo, pode indicar o mau funcionamento de um aparelho eletrônico, pois entre suas palavras-chaves temos “limitação”. Enquanto isso, o Cavaleiro de Ouros pode revelar uma situação cheia de burocracia, por ser uma carta de obstinação e constância. Por fim, o 2 de Ouros pode indicar um atraso no aeroporto, por falar de “solução demorada”.

A questão é que a limitação do 8 de Espadas é só um dos lados desta carta e pode se referir a qualquer coisa (dificuldade no trabalho, saúde precária, perda financeira, etc), sendo apenas deduzida com maior facilidade quando os quatro itens acima estão bem especificados.

Então, se a pergunta gira em torno de relacionamentos amorosos, o 8 de Espadas falará de um abusivo (o outro não consegue se manifestar), mas também de infidelidade do próprio consulente (que pode achar que não faz nada de errado), de omissões (talvez ele não tenha contado ao seu companheiro que está endividado), assim como de censura familiar (casou-se com alguém que não era aceito pelos pais).

Se não temos à mão exatamente o que se quer saber, perderemos muito tempo divagando e tentando deduzir as respostas. Por isso, quando a pergunta é mais exata, as respostas também são mais coerentes.

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Todas as perguntas abaixo tiveram como resposta o 8 de Espadas:

  • Como é minha atitude no meu casamento? É negativa, negligente, precisa de reavaliação. Você não está sendo sincero e manipulando a situação, mesmo sem perceber.
  • Meu investimento dará certo? Provavelmente não, pois existe a tendência ao fracasso e também a cair em golpes.
  • Vou conseguir superar esta perda? Difícil, você pode se desesperar e simplesmente não conseguir se reorganizar.
  • Meu marido vai descobrir meu caso? Sim. Sua deslealdade virá à tona e é possível que disso decorra um conflito grave;
  • Meu projeto será bem-sucedido? Não. Existe erro no planejamento ou na execução.
  • Vou passar no concurso/entrevista de emprego? Não, pois esta carta fala de reprovação e más notícias.

Portanto, nunca espere que a carta lhe diga coisas do tipo: sim, você passará no concurso em terceiro lugar e será chamado na segunda semana de junho ou você começará a namorar um rapaz loiro, que conhecerá num bar perto da sua casa. O que você conseguirá obter é se passou e se este chamamento irá ou não demorar ou que irá namorar em breve com alguém que não conhece/que pode encontrar numa espécie de festividade. O máximo que você conseguir extrair além disso, dependerá dos 4 itens acima citados.

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Sobre Vanessa Mazza

Graduada em Comunicação Multimídia pela UMESP, já trabalhei em emissoras de TV, produtoras de vídeo e cinema, além de ter sido assessora de imprensa de um órgão do Governo do Estado de São Paulo. De 2008 a 2011 me envolvi com a área de internet do Grupo Corrêa Neves de Comunicação em Franca, cidade do interior paulista para a qual me mudei para ter mais qualidade de vida e bem-estar. Dessa forma, pude me dedicar mais intensamente ao tarô, com o qual tenho uma vivência de 17 anos e mais de 5 mil atendimentos, e outros assuntos holísticos, escrevendo artigos e realizando consultas. Atualmente resido em Petrópolis, no Rio de Janeiro, tendo assumido completamente minha profissão de taróloga – que passou a ser reconhecida pelo ministério do trabalho desde 2002 – e atendo preferencialmente por chat e email.

Publicado em 04/12/2016, em Artigos, Tarô, Tiragens e marcado como . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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