Minha história com o Tarô – Parte II


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Após minha experiência com as cartas de baralho comum, com meu avô (leia a primeira parte aqui), só voltei a me deslumbrar aos 13 anos, quando minha mãe comprou o Tarô Adivinhatório, da Editora Pensamento, em 1995. Na época, as cartas vinham em placas de papelão destacável, o que hoje detesto, pois as bordas das cartas ficam com aquelas “bolinhas”.

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Na época, eu não entendia nada de Tarô, nem sabia o que era, mas fiquei fascinada com aquelas imagens diferentes, cheias de nomenclaturas, datas, símbolos. Por muitos anos achei que Tarô era aquilo, sem perceber que a carta real estava oprimida no centro, rodeada por informações astrológicas e cabalísticas, desnecessárias a um novato.

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Isso tornou meu aprendizado difícil, então, decorei apenas os 78 significados e comecei a jogar. Naquela época, minha intuição era muito aguçada (afinal, não tinha muitas preocupações) e eu acabava acertando muito, mesmo sem conhecimento técnico. Meu jogo padrão era com 10 cartas: 3 linhas de 3 cartas e 1 de síntese.

Por causa dessa facilidade, minha mãe desistiu de jogar – as tiragens dela nunca tinham sentido – e eu acabei me tornando a taróloga da família.

Durante a adolescência, isso foi mais um passatempo e uma maneira de socialização do que uma atividade séria, até porque eu não tinha grandes pretensões em relação a isso. Então, além de “brincar”, eu comprava novos tarôs em livrarias sempre que os via.

(Alguns anos depois da minha “iniciação”, os tarôs passaram a ser vendidos de forma mais amiúde).

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Vieram após este Adivinhatório (que eu plastifiquei para durar mais e que mesmo assim ficou podrinho de tanto uso), o Mitológico (que confundiu mais minha cabeça em relação aos significados das cartas que já havia decorado), o Cósmico (que tinha um pouco de Crowley, fazendo algumas cartas terem sentidos opostos ao que tinha aprendido), o de Osho (que foi um ótimo instrumento de auto-ajuda, mas não para me esclarecer dúvidas no Tarô), até enfim descobrir o Waite e o Nei Naiff, que mudaram minha relação com o Tarô.

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 Continua…

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Sobre Vanessa Mazza

Graduada em Comunicação Multimídia pela UMESP, já trabalhei com mídias e publicações (jornais, internet e revistas), mas minha paixão sempre foi o Tarô, com o qual tenho uma vivência de mais de 20 anos. Atualmente resido em Franca, em São Paulo, sendo taróloga profissional – atividade reconhecida pelo ministério do trabalho desde 2002 – e atendo preferencialmente por chat e email.

Publicado em 11/05/2014, em Artigos, Baralhos, Curiosidades, Tarô e marcado como , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 2 Comentários.

  1. Querida, adoro seu blog! Parabéns pelo trabalho incrível de compartilhar seu conhecimento. Me emocionei ao ver que você também conhece o Tarô Adivinhatório. Eu o usei algumas vezes quando criança. Meu pai que o usava mais! Confesso que o acho bem confuso atualmente! rsrs.
    Grande beijo e obrigada pela generosidade!

    Curtir

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