Perguntas que clientes fazem


Marilyn Monroe fotografada por Milton Greene, em 1956.

Marilyn Monroe fotografada por Milton Greene, em 1956.

Theresa Reed é um taróloga estrangeira que mantém o blog The Tarot Lady (clique aqui) que, de vez em quando, traz algumas considerações sobre nossa profissão. Recentemente, ela colocou uma lista de perguntas que alguns clientes fazem com frequência. Eu transcrevi algumas abaixo e inclui minhas respostas, de acordo com minha experiência pessoal. Se você também tiver alguma experiência a acrescentar, pode colocar nos comentários.

PERGUNTAS:

Você é uma hippie? Eu acredito que nos Estados Unidos esta referência seja mais comum. Aqui, os tarólogos são associados à macumba, à umbanda, aos videntes. Sem desrespeito nenhum a eles, ser tarólogo é algo que pode acontecer independentemente de qualquer atividade, profissão, religião e ideologia.

Você pode ler minha mente? Neste caso, sempre é aquela associação de que quem lê tarô precisa obrigatoriamente possuir algum super poder, como ler mentes, levitar, enxergar vidas passadas, entrar em transes, etc. Infelizmente para quem busca só o espetáculo, nós tarólogos podemos ser pessoas muito normais.

Você pode me dizer o meu nome do meio? Tarólogo não é adivinho, é um intérprete dos simbolismos das cartas de Tarô. Desse modo, ler o nome próprio de alguém não é algo realizável com a ferramenta que possuímos nas mãos. Porém, a pergunta principal a meu ver é, qual é a relevância disso afinal?

Você me busca no google antes de nosso encontro? Não duvido que certos indivíduos façam isso, porém, fica claro que não são tarólogos já que, no fim, não lerão as cartas de verdade. Apenas usarão informações públicas para traçar um perfil plausível, dando conselhos pessoais em cima disso.

Você se lembra daquela última leitura em que você me disse …… ? Eu mantenho um arquivo das consultas, pois é impossível lembrar de todas, muito menos de detalhes. Assim, quando o cliente precisa rever um atendimento, as informações podem ser acessadas. Isso também serve para minha segurança, pois muitas vezes é previsto que algo vai acontecer de determinada forma, acontece e o cliente vem dizer que foi tudo ao contrário, por causa do fator emocional.

Eu gostaria de testar a sua precisão. Você pode responder a uma pergunta sobre o meu passado? Para mim, fazer isso é o mesmo que dar uma consulta de graça. Além disso, algumas pessoas usam este artifício justamente para não pagar pela consulta. Diz que é um teste, que será algo simples, etc. Porém, nunca é. Uma pergunta simples emenda na outra e quando você vir, já fez uma consulta de uma hora que não será paga. Por isso, cuidado!

Você vai me seguir no Twitter? Cliente deve ser bem tratado, mas não é adequado que os papéis se confundam. O tarólogo não tem obrigação de se tornar amigo confidente do consulente, por mais que uma consulta possa ser muito íntima. Afinal, você não espera que alguma mulher namore seu ginecologista. Manter distância profissional é necessário para que a leitura seja desprovida de julgamentos, opiniões ou emoções que atrapalhariam a objetividade. Assim, mesmo que se torne amigo no Facebook ou no Twitter, a relação ainda será de cliente-profissional.

Meu ex está em um novo relacionamento. Eles estão tendo relações sexuais? Esta é uma daquelas perguntas muito inapropriadas, pois ferem a intimidade do outro e são apenas uma forma de controle. Que de serve ao consulente ter esta informação? É melhor que saiba como superar o ex, como ser feliz no amor ou mesmo se ainda há chance de retorno, ao invés de ficar especulando por curiosidade.

Posso esperar 100% de precisão? Nenhuma consulta é 100% precisa. Tarólogos não são relógios atômicos. Eu acredito que uma boa consulta consiga uns 80, 90% de acerto e isso nem é culpa total do tarólogo. Muita coisa que é lida faz o consulente mudar de ideia, alterando parte da previsão, o que nem sempre é ruim. Afinal, tem vezes que vejo um desemprego acontecendo. O cliente fica esperto, muda de atitude e preserva o cargo. Por isso que, mais interessante que a precisão é o aproveitamento do que foi dito.

Esta leitura é confidencial, certo? Com certeza. Nada pior que um tarólogo fofoqueiro. Isso seria o mesmo que um padre que sai por aí contando os pecados de seus fiéis. Uma das coisas que se deve esperar de um bom tarólogo é sigilo. Ele não vai contar sua consulta para ninguém, nem contará a de outras pessoas para você.

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Sobre Vanessa Mazza

Graduada em Comunicação Multimídia pela UMESP, já trabalhei em emissoras de TV, produtoras de vídeo e cinema, além de ter sido assessora de imprensa de um órgão do Governo do Estado de São Paulo. De 2008 a 2011 me envolvi com a área de internet do Grupo Corrêa Neves de Comunicação em Franca, cidade do interior paulista para a qual me mudei para ter mais qualidade de vida e bem-estar. Dessa forma, pude me dedicar mais intensamente ao tarô, com o qual tenho uma vivência de 17 anos e mais de 5 mil atendimentos, e outros assuntos holísticos, escrevendo artigos e realizando consultas. Atualmente resido em Petrópolis, no Rio de Janeiro, tendo assumido completamente minha profissão de taróloga – que passou a ser reconhecida pelo ministério do trabalho desde 2002 – e atendo preferencialmente por chat e email.

Publicado em 01/20/2014, em Artigos, Curiosidades, Tarô, Tiragens e marcado como , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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