Tarô e Cultura: 8 de Ouros – Abóbora do Halloween (Jack O’Lantern)


Seguindo a linha do deck Rider-Waite, o Tarô do Halloween simplesmente transvestiu a famosa cena do artesão das moedas, num espantalho com cabeça de cebola (ou alho) cujo trabalho é esculpir alegremente lanternas com abóboras, acompanhado de seu gato preto.

Essa prática tão famosa durante o Dia das Bruxas, mas que é mais comum nos países do Hemisfério norte, surgiu de uma lenda irlandesa sobre um fantasma, chamado Jack, que carregava uma lanterna durante a noite e que surgia mais fortemente no dia 31 de outubro, o dia do Halloween.

Apelidado de Jack-o’-lantern (Jack da lanterna), este homem teria ludibriado o Diabo em vida, fazendo uma espécie de barganha. Tudo o que ele queria é que, quando morresse, o senhor das trevas não pudesse reclamar sua alma. O problema é que Jack não era lá um bom sujeito e, por isso, não foi aceito no céu. Como o Diabo também não podia levá-lo ao inferno, Jack teve que se contentar em errar pelas trevas carregando sua lanterna.

Para se protegerem desse espírito (e também de outros), irlandeses e escoceses costumavam esculpir rostos assustadores em nabos e batatas, nos quais acendiam velas, colocando-os em janelas e portas. Já os ingleses utilizavam grandes beterrabas.

Por que a abóbora então? devem se perguntar. Quando os primeiros imigrantes chegaram aos Estados Unidos, eles perceberam que as abundantes abóboras davam lanternas maiores e melhores, passando a usá-las mais frequentemente até os dias atuais.

Portanto, que o ofício de fabricação de lanternas de abóboras seja importante e deva ser feito com cuidado e atenção, assim como nos fala o 8 de Ouros tradicional, isso é verdade, principalmente para aqueles que acreditam estarem afastando Jack e outros maus espíritos de perto de suas casas.

Por outro lado, sabemos que hoje a festa é mais recreativa que religiosa, e o esmero na produção de tal enfeite vem mais do detalhismo e de uma vontade de aprimoramento, de tornar as coisas mais belas, do que qualquer outra coisa.

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Sobre Vanessa Mazza

Graduada em Comunicação Multimídia pela UMESP, já trabalhei em emissoras de TV, produtoras de vídeo e cinema, além de ter sido assessora de imprensa de um órgão do Governo do Estado de São Paulo. De 2008 a 2011 me envolvi com a área de internet do Grupo Corrêa Neves de Comunicação em Franca, cidade do interior paulista para a qual me mudei para ter mais qualidade de vida e bem-estar. Dessa forma, pude me dedicar mais intensamente ao tarô, com o qual tenho uma vivência de 17 anos e mais de 5 mil atendimentos, e outros assuntos holísticos, escrevendo artigos e realizando consultas. Atualmente resido em Petrópolis, no Rio de Janeiro, tendo assumido completamente minha profissão de taróloga – que passou a ser reconhecida pelo ministério do trabalho desde 2002 – e atendo preferencialmente por chat e email.

Publicado em 08/06/2012, em Artigos, Tarô, Tarô e Cultura e marcado como , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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