Tarô e Cultura: 5 de Copas – Psiquê e Eros


Segundo a mitologia grega, Psique era uma mulher muito bela, que, por ser constantemente comparada à Afrodite, deixou esta enciumada. Para se vingar, a deusa manda seu filho, Eros, até a mortal com o intuito de fazê-la apaixonar-se pelo homem mais feio e vil. Porém, contrariando suas expectativas, foi Eros quem se apaixonou.

Como ele não podia revelar sua verdadeira identidade, criou um esquema no qual pudesse amar e se casar com Psique, estipulando a condição de que ela nunca visse seu rosto. A moça, mesmo um pouco assustada, concordou, pois também se apaixonara por aquele maravilhoso e misterioso amante.

Após um tempo de alegrias, o conflito foi criado pelas invejosas irmãs de Psique, que começaram a incutir a dúvida de que tal homem era na verdade um monstro. Então, para tirar esta angústia do coração, durante uma noite, quando Eros descansava ao seu lado,  Psique tentou ver o rosto de seu marido. Ao invés do monstro, o que ela viu um maravilhoso deus. Eros acordou e, vendo que ela descumprira a promessa, se decepcionou e foi embora. Psique ficou devastada pelo seu erro e tentou demovê-lo, mas não conseguiu.

O Tarô Mitológico conta exatamente esta última passagem na carta do 5 de Copas, cujo naipe é dedicado totalmente a este mito. Tal como nas cartas tradicionais, lá estão as 5 taças no chão, sendo que apenas 1 resta em pé. De todo modo, Psique está tão desesperada correndo atrás do que perdeu, que não percebe que ainda resta um pouco de esperança para o seu relacionamento, representada na última taça intacta.

De fato, quando cometemos erros ou vice-versa, a frustração é inevitável. Se pudermos aprender com ela, no entanto, faremos nossa situação frutificar novamente, mesmo que tenhamos uma base muito pequena para recomeçar.

O importante, neste caso, é enxergar tanto a falha, quanto a lição e tomar logo uma atitude, pois, ficar na lamentação só nos fará retornar ao estado de estagnação do 4 de Copas.

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Sobre Vanessa Mazza

Graduada em Comunicação Multimídia pela UMESP, já trabalhei com mídias e publicações (jornais, internet e revistas), mas minha paixão sempre foi o Tarô, com o qual tenho uma vivência de mais de 20 anos. Atualmente resido em Franca, em São Paulo, sendo taróloga profissional – atividade reconhecida pelo ministério do trabalho desde 2002 – e atendo preferencialmente por chat e email.

Publicado em 08/05/2012, em Artigos, Tarô, Tarô e Cultura e marcado como , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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