Você tem clientes difíceis? Saiba como lidar


Lidar com pessoas nem sempre é fácil, porém, como nossa profissão lida com as emoções e a vida íntima das pessoas, é muito fácil que nos tornemos mais  do que apenas consultores das cartas, pois acabamos nos revestindo no papel de amigos, conselheiros, psicólogos, terapeutas e, para alguns, até de mentores.

Por isso, é preciso saber lidar com os diferentes tipos de pessoas que se aproximam de nós, nos lembrando, é claro, que semelhante atrai semelhante. Portanto, antes de julgarmos severamente nosso consulente, precisamos saber que foram nossas características pessoais que o fizeram optar por nosso trabalho e não de outro. Então, use este encontro como um aprendizado também.

Listei abaixo apenas os clientes que costumam ser mais complexos, pois não precisamos de dicas para lidar com os consulentes tranquilos, que estão abertos a ouvir, que respeitam nossa profissão e que têm consciência do que precisam fazer para melhorarem, não é mesmo?

Impaciente – O cliente impaciente é que aquele que já começa a consulta atropelando o tarólogo, sem que haja tempo para uma conversa prévia, por exemplo. Depois da consulta, costuma entrar em contato poucas horas depois e continua o processo por dias, pois não consegue esperar que as coisas que foram ditas pelas cartas aconteçam no seu tempo. É como se ele achasse que pudesse, de alguma forma, acelerar o processo.

Dica: Neste caso, o tarólogo deve evitar fazer novas leituras sobre os mesmos assuntos, pois o cliente não está confuso, apenas não quer esperar. Manter um diário do que foi dito é bom, pois assim, o cliente pode ler e reler a consulta.

Ansioso – O cliente ansioso costuma ser parecido com o impaciente. A diferença é que ele é menos agressivo e mais dependente emocionalmente. De alguma forma ele quer que o tarólogo o acalme e diga boas palavras de encorajamento para que ele possa suportar a espera até que compreenda o que está acontecendo ou até que o problema que sofre se resolva por completo. O problema desse cliente é que muitas vezes ele não escuta o que está sendo dito, pois faz uma pergunta atrás da outra, sem dar tempo para que a anterior se internalize nele.

Dica: Desse modo, o tarólogo deve ter postura e firmeza para evitar que esta dependência se prolongue muito, pois, ao invés de ajudar o cliente, estará apenas impedindo-o que assuma a própria vida e modifique o que é necessário.

Crítico – Este cliente é um dos tipos mais difíceis, pois precisa de ajuda, mas não sabe como pedi-la. O orgulho e o medo de ser rebaixado o fazem, mesmo numa situação de fragilidade, manter uma postura de autoridade e de desafio, como se quisesse provar que o tarólogo não é bom ou não sabe o que está dizendo.

Dica: Por isso,  o tarólogo tem que ter muito jogo de cintura e confiança no que está fazendo para não começar a também duvidar de si mesmo. Já peguei um caso no qual uma mulher afirmava ser muito feliz, embora as cartas mostrassem grande tristeza. Pergunta daqui, pergunta dali, descobri que ela era traída pelo marido, que igualmente a tratava mal. Ou seja, a dor era muito grande para que ela pudesse admiti-la, pois, assim, teria que tomar alguma atitude. Coisa que, por causa do apego, ela não queria.

Curioso: Este não quer saber nada verdadeiramente. Ele procura a consulta mais por uma experiência esotérica, do que para o autoconhecimento. Desse modo, é bem possível que ele não leve muito à sério o que o tarólogo diz, pois vê a consulta apenas como uma adivinhação. Na verdade, é bem possível que espere revelações muito específicas do tipo: “você sofreu um acidente quando tinha 10 anos”, “terá um menino e uma menina com uma diferença de 3 anos entre os dois” ou “irá se casar com um homem loiro que nasceu na Noruega”.

Dica: É bom reconhecer este tipo antes da consulta para que não haja frustração nem de um lado nem de outro. Porém, em alguns casos é até possível que o curioso se interesse mais pelo trabalho real do tarólogo e deixe de ter esta visão mística do trabalho, causada por má-informação.

Sofrido: O cliente sofrido é aquele que chega em desespero ao tarólogo. Geralmente não quer pagar pelo serviço e exige ser atendido de forma urgente. Ou seja, ele não tem respeito pelo trabalho do tarólogo, vendo-o mais como uma pessoa que deve estar disponível para fazer caridade a qualquer momento. É claro que, tal como qualquer outro profissional, o tarólogo também ajuda muita gente, às vezes com um aconselhamento, um acompanhamento gratuito da consulta, uma tiragem de dúvidas. Porém, é importante que se lembre que ele também tira seu sustento com sua atividade.

Dica: Existe uma tendência a sentirmos culpa quando este tipo se aproxima, porém, é preciso observar que a maioria deles não consegue usufruir da consulta se a dermos, pois, tal como ansioso, quer ouvir apenas o que é favorável, posto que só tem desespero quem se sente vítima das circunstâncias. Neste sentido, um aconselhamento pode ajudar mais que a consulta, permitindo que o tarólogo perceba se esta pessoa de fato está aberta a ouvir ou não.  Se não estiver, com certeza continuará “chorando as pitangas” e se fazendo de miserável.

Confuso: O cliente confuso é aquele que chega sem saber o que de fato quer saber. Até na hora de formular as questões, ele se atrapalha. Muitas vezes pergunta sobre um assunto, quando na verdade queria saber sobre outro, o que pode, inclusive, atrapalhar a leitura. Neste caso, o tarólogo basicamente orienta e direciona toda a consulta, criando as perguntas para o cliente.

Dica: Uma conversa inicial é importante para saber exatamente onde está o ponto do problema do consulente. Uma tiragem geral também pode dar dicas sobre isso, assim como um estudo numerológico simples.

Quem quiser contribuir com suas estórias ou outros tipos de cliente, fique à vontade. Ouvir a experiência de outros é sempre bom!

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Sobre Vanessa Mazza

Graduada em Comunicação Multimídia pela UMESP, já trabalhei em emissoras de TV, produtoras de vídeo e cinema, além de ter sido assessora de imprensa de um órgão do Governo do Estado de São Paulo. De 2008 a 2011 me envolvi com a área de internet do Grupo Corrêa Neves de Comunicação em Franca, cidade do interior paulista para a qual me mudei para ter mais qualidade de vida e bem-estar. Dessa forma, pude me dedicar mais intensamente ao tarô, com o qual tenho uma vivência de 17 anos e mais de 5 mil atendimentos, e outros assuntos holísticos, escrevendo artigos e realizando consultas. Atualmente resido em Petrópolis, no Rio de Janeiro, tendo assumido completamente minha profissão de taróloga – que passou a ser reconhecida pelo ministério do trabalho desde 2002 – e atendo preferencialmente por chat e email.

Publicado em 04/25/2012, em Artigos, Tarô e marcado como , , . Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

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