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Evite doenças com o Tarô: Louco – Epilepsia

Quem sofre de epilepsia é aquele que se deixa levar pela confusão mental, permanecendo assustado com a vida, posto que a rejeita. Isso geralmente acontece quando além de não termos nenhuma fé ou espiritualidade desenvolvida, nossos pensamentos são tão negativos que a única coisa que queremos fazer é fugir desse tormento.

Este comportamento é muito diferente daquele representado pelo Louco, que é o de deixar ir, confiar na vida e em si mesmo, se mantendo aberto, inocente, alegre, se libertando de qualquer sentimento de medo ou desconfiança.

Porém, como uma pessoa atormentada e cheia de inimigos invisíveis, mesmo que não tenha percepção disso, pode incorporar as qualidades do Louco a ponto de sanar a epilepsia, parando de sofrer suas crises?

A primeira coisa é compreender que tudo o que está vivendo é uma ilusão, que a negatividade não é real, que a vida é essencialmente positiva. Mesmo que algumas manifestações pareçam ruins, elas sempre nos levam para algo melhor. O segundo passo é desenvolver a espiritualidade, pois quanto mais materialistas e céticos formos, mais inflexíveis seremos, portanto, menos abertos a novas possibilidades.

Isso não significa que teremos que ser dogmáticos ou fanáticos. É preciso questionar tudo, tal como o Louco, com sua curiosa inocência. Porém, é preciso estarmos igualmente humildes para aceitar as respostas.

Como pela metafísica da saúde, todo mundo que sofre de doenças na cabeça mostra dureza e orgulho, é claro que a melhor forma de se curar é fazendo exatamente o oposto de nossa inclinação mais frequente, que é rejeitar tudo e tentar fugir, ao invés de encarar e lidar com as coisas de forma tranquila e confiante.

Assim, se você tem epilepsia, pare de correr. Respire fundo e abra os olhos. Você verá que as coisas não são tão terríveis assim e que você pode sim, ter paz.

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Boas maneiras com o Tarô: Louco

Irresponsabilidade. Tem muita gente que, atrás de um bonito sorriso ou uma atitude alegre, comete atos irresponsáveis sem ser punido por isso, justamente por parecer “irreprimível” ou “incurável”. É como aquele filho que, por ser sempre um problema, os pais já não esperam mais nada dele, enquanto o filho responsável tem que arcar com as suas e as responsabilidades do irmão “louquinho”. Agir assim é realmente ter mau caráter, porém, ao contrário do que possamos querer admitir, nós mesmos podemos ser os praticantes de atos desse tipo, seja deixando uma pessoa esperando sem avisar, seja omitindo algumas verdades por conveniência ou tomando decisões de uma outra para outra, prejudicando quem dependia de nós, etc. Por isso, cuidado antes de apontar o dedo às pessoas que vivem livremente. Nem sempre o Bobo é mau caráter, mas uma pessoa dita inteligente, pode muito bem ser irresponsável.

O Louco

O Louco lhe convida a ser você mesmo e assim, assumir-se como tal, sem medo do que as outras pessoas vão pensar ou falar. É difícil, não é? Até parece muito arriscado nos expressarmos. Neste sentido, ficamos o tempo todo tentando nos ajustar e adaptar àquilo que querem de nós. Porém, uma das consequencias mais evidentes é a nossa perda de espontaneidade. Afinal, como ser alegre, bem-disposto, natural se estamos fingindo algo que não somos? Depois de tanto tempo usando máscaras, pode ser até que acreditemos que somos outra pessoa. Olhe para dentro de si mesmo e liberte o Louco.

NA VIDA É PRECISO UM POUCO DE TOLICE

Um das cartas mais emblemáticas do Tarô representa também um dos personagens mais misteriosos e multifacetados deste oráculo e de qualquer baralho comum de cartas. Ele é o curinga, o bobo da corte, o louco, o tolo, a eterna criança.

Visto geralmente como alguém inconseqüente e irresponsável, o Arcano Maior de nº. 0 ou 22, que indica tanto o início quanto o final da trajetória humana, representa aquele sentimento em nós de ir além do conhecido, de ultrapassar fronteiras, de simplesmente encarar a vida como uma criança, cheia de pureza, dando a tudo um significado totalmente novo e belo, sem a malícia que a maturidade com certeza a tudo impregna.
Tarô Mitológico

Ser tolo é algo muito condenável pela nossa sociedade. Como pode, afinal, uma pessoa perdoar outra tantas vezes sobre o mesmo assunto e mesmo assim, continuar confiando nela? Como pode alguém acreditar que tudo dará certo, apesar de existirem somente provas ao contrário? Enfim, como pode alguém ter uma perspectiva tão alegre da vida, quando existem tantas misérias e tanta dor?

Assim é o Louco, este ser um tanto infantil, um tanto maroto, como um espírito amoral da Natureza, que quer brincar, sem se pegar a nada, sem ter a pretensão de controlar o universo, a vida e as pessoas, sem desejar ter garantias sobre tudo antes de dar o grande salto no precipício. O Louco certamente não fica imaginando o que deve ter do outro lado. Ele simplesmente dá o primeiro passo e descobre por si mesmo.

Tarô CósmicoA grande lição deste Arcano para nós é, portanto, aprender a viver de forma livre, sem nos impor barreiras, sem assumir responsabilidades que não são nossas. Ele nos incita a ter coragem, a nos arriscar e confiar sempre no melhor. Ele fala que devemos sentir a vida pulsando em nós com alegria, compreensão, perdão e principalmente, aceitação.

Aceitar a vida é coisa dos tolos… não é o que dizem ao nosso redor? Que temos que lutar o tempo todo, exigir mudanças, controlar os acontecimentos. Só que no fim, isso só nos deixa exaustos, inconformados, depressivos. Será mesmo esta a melhor forma de lidar com os desafios da vida? Ou deveríamos ser mais despojados, tal como o Louco, que anda pelo mundo sem nenhuma bagagem, sem nenhum livro de regras e conhecimentos preestabelecidos para guiá-lo?

Ser tolo também significa aprender a estimar a si mesmo, do jeito que se é, e a caminhar pelas próprias pernas, indo para onde a correnteza quiser nos levar, sem controle, sem desconfianças e sem medo. Afinal, Deus nos criou, como a tudo mais, para expandirmos nossa particularidade, para sermos, enfim, únicos.

Saia pelo mundo então – liberte-se das correntes que lhe aprisionam, sejam elas os sentimentos da culpa, o medo de ficar sozinho, a desconfiança que nos faz pensar que seremos machucados a qualquer instante – e permita-se sonhar!

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