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ENTENDENDO O I CHING: O POÇO
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Se pensarmos que a água do poço representa nossa fonte energética de vida e que, quanto mais nos tornamos disponíveis, flexíveis, permitindo que outras pessoas possam “beber de nossas águas”, ou seja, de nossos conhecimentos, de nossa alegria e de nossa fé, mais alimentados por estes mesmos sentimentos estaremos, pois é no constante fluxo de troca que a energia se mantém viva dentro de nós.
Mas, se começarmos a manter tudo somente para nós, sejam idéias, sentimentos, conhecimento, exigindo ainda que os outros só nos dêem mais e mais, nosso poço, nossa fonte central, pára de fluir. Então vêm as doenças, as infelicidades, o abandono e nos sentimos vazios por dentro. Esquecemos que para nos sentirmos completos é preciso dar primeiro.
Afinal, como receberemos algo bom em troca, se só estamos deixando disponíveis águas saturadas e contaminadas?
Além disso, num sentido mais global e menos pessoal, um observador atento reparará que o nome deste Hexagrama “Ching” é o mesmo do segundo nome do Livro das Mutações: I Ching.
Sabe-se que na língua chinesa o termo “I” faz alusão aos conceitos de “mutação, não-mutação” (lembram-se do símbolo do Yin e Yang?). Enquanto isso, a palavra “Ching” quer dizer “poço”.
Dessa forma, citando o próprio Hexagrama 48, encontraremos que: Um poço em cujo interior há uma fonte que verte a água da vida é, sem dúvida, um bom poço e O importante é que se beba de sua fonte, e que suas palavras sejam aplicadas à vida. O que são excelentes definições para o I Ching como um todo.
Portanto, que o poço de conhecimento chinês – assim como qualquer outra representação de fonte viva de idéias a qual você tenha acesso e que o leve ao bem, à alegria e à harmonia – possa ser sorvido por você e por todos, sendo infinitamente partilhado, assim como faríamos a um poço de água límpida e refrescante.
É por isso que é essencial que você não permita que água do seu poço estagne dentro de você.
Renove-a e renove-a agora!
Série Sobre os Egos – Qual é o Seu? – Introdução
Segundo Osho, um dos gurus indianos do século XX, personalidade é aquilo que foi imposto pela sociedade e pela educação e individualidade é aquilo que nós somos verdadeiramente e que carregamos ao longo das várias existências.Então, se poderia afirmar que o Ego, fonte de nossa personalidade atual, é algo que, combinado ao conceito do amor-próprio, nos impede de enxergar a Verdade com toda a sua clareza e que nos vicia em tipos de postura e comportamento que, ao invés de nos unir aos seres humanos, só nos afasta.
(*)Cada Arcano Maior, com sua vasta e complexa simbologia, carrega em si características específicas ligadas às personalidades das pessoas que podem ser facilmente identificáveis mesmo dentro do contexto do mundo atual.
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