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Evite doenças com o Tarô: 8 de Copas – Culote

Na metafísica da saúde, as coxas representam nosso passado e o acúmulo de gordura, nossa autodefesa, desse modo, o que se pode dizer do culote, aquela gordurinha no alto da coxa que atinge, na maioria das vezes, mulheres, independentemente se são gordas ou magras?

Exatamente o que você deduziu: um processo de autodefesa relativo a algum fato do passado. Como o lado de fora da coxa representa o pai (yang) e o lado de dentro, a mãe (yin), o culote só se forma quando a mulher sofre do sentimento de ausência paterna. Ou seja, se seu pai foi ausente ou ela o sentiu e entendeu desse modo, ela irá acumular tecido adiposo nesta região. E, por uma lei de atração, irá chamar a atenção de homens com as mesmas características.

Escolhi o 8 de Copas para ilustrar esta situação, justamente por causa da imagem que retrata o abandono, a partida. É assim que o inconsciente da mulher enxerga os homens, como aqueles que não estão presentes quando elas precisam. Eles podem estar fisicamente lá, mas não existe conexão emocional.

Assim, se você quiser se livrar do culote, aprenda ser mais independente emocionalmente dos outros. Pare de cobrar, de exigir, pois presença é algo que alguém deve lhe dar espontaneamente. Se isso não acontece naturalmente, é porque você deve mudar sua postura, crenças e atitudes. Você poderá obter dois resultados: ou a pessoa irá melhorar ou irá se afastar de vez e outra mais adequada irá substitui-la. Ou seja, não tem como perder por consertar o erro que o culote está mostrando.

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NA VIDA É PRECISO UM POUCO DE TOLICE

Um das cartas mais emblemáticas do Tarô representa também um dos personagens mais misteriosos e multifacetados deste oráculo e de qualquer baralho comum de cartas. Ele é o curinga, o bobo da corte, o louco, o tolo, a eterna criança.

Visto geralmente como alguém inconseqüente e irresponsável, o Arcano Maior de nº. 0 ou 22, que indica tanto o início quanto o final da trajetória humana, representa aquele sentimento em nós de ir além do conhecido, de ultrapassar fronteiras, de simplesmente encarar a vida como uma criança, cheia de pureza, dando a tudo um significado totalmente novo e belo, sem a malícia que a maturidade com certeza a tudo impregna.
Tarô Mitológico

Ser tolo é algo muito condenável pela nossa sociedade. Como pode, afinal, uma pessoa perdoar outra tantas vezes sobre o mesmo assunto e mesmo assim, continuar confiando nela? Como pode alguém acreditar que tudo dará certo, apesar de existirem somente provas ao contrário? Enfim, como pode alguém ter uma perspectiva tão alegre da vida, quando existem tantas misérias e tanta dor?

Assim é o Louco, este ser um tanto infantil, um tanto maroto, como um espírito amoral da Natureza, que quer brincar, sem se pegar a nada, sem ter a pretensão de controlar o universo, a vida e as pessoas, sem desejar ter garantias sobre tudo antes de dar o grande salto no precipício. O Louco certamente não fica imaginando o que deve ter do outro lado. Ele simplesmente dá o primeiro passo e descobre por si mesmo.

Tarô CósmicoA grande lição deste Arcano para nós é, portanto, aprender a viver de forma livre, sem nos impor barreiras, sem assumir responsabilidades que não são nossas. Ele nos incita a ter coragem, a nos arriscar e confiar sempre no melhor. Ele fala que devemos sentir a vida pulsando em nós com alegria, compreensão, perdão e principalmente, aceitação.

Aceitar a vida é coisa dos tolos… não é o que dizem ao nosso redor? Que temos que lutar o tempo todo, exigir mudanças, controlar os acontecimentos. Só que no fim, isso só nos deixa exaustos, inconformados, depressivos. Será mesmo esta a melhor forma de lidar com os desafios da vida? Ou deveríamos ser mais despojados, tal como o Louco, que anda pelo mundo sem nenhuma bagagem, sem nenhum livro de regras e conhecimentos preestabelecidos para guiá-lo?

Ser tolo também significa aprender a estimar a si mesmo, do jeito que se é, e a caminhar pelas próprias pernas, indo para onde a correnteza quiser nos levar, sem controle, sem desconfianças e sem medo. Afinal, Deus nos criou, como a tudo mais, para expandirmos nossa particularidade, para sermos, enfim, únicos.

Saia pelo mundo então – liberte-se das correntes que lhe aprisionam, sejam elas os sentimentos da culpa, o medo de ficar sozinho, a desconfiança que nos faz pensar que seremos machucados a qualquer instante – e permita-se sonhar!

Série Sobre os Egos – Qual é o Seu? – III – A Mãezona (A Imperatriz)

Cada Arcano Maior retrata em profundidade aspectos muito enraizados de nossas personalidades, que são demonstradas simbolicamente por meio dos arquétipos universais – uma espécie de base psíquica existente em todos os seres humanos, que identifica símbolos e conceitos, independente de cultura e educação – que, desde o Egito Antigo, como se acredita, vêm ilustrando as cartas do baralho e igualmente suas consultas.

O terceiro Arcano Maior do tarô é A Imperatriz. No Tarô Mitológico, ela é representada pelo mito de Deméter (chamada de Ceres pelos Romanos), a deusa que representava a vida, a colheita, a abundância e também a maternidade.

Assim, com o mesmo desvelo e atenção com que Deméter nutria a terra, a pessoa representada por este ego nutre suas relações pessoais: como uma grande mãe. Entretanto, como este estudo vem revelar mais o aspecto negativo do ego do que as boas qualidades associadas ao Arcano, a pessoa regida pela carta da Imperatriz pode ser chamada de A Mãezona.

A Mãezona (ou o Paizão) é aquela pessoa que vive para agradar e ajudar aqueles que admira e gosta. Enche a vida dessas pessoas com pequenos gestos carinhosos e agradáveis surpresas. Faz muito mais do que é pedido e parece estar sempre vigiando seu objeto de atenção, em busca de alguma necessidade a suprir. Assim, dedica grande parte do seu dia-a-dia a resolver problemas alheios, gastando preciosa energia vital e desvalorizando-se gradativamente.

Pois, quando vivemos nossa vida em função de outra pessoa, deixamos de realizar muito por nós mesmos. Não praticamos atividades que gostamos, não cuidamos do nosso próprio corpo, não conseguimos falar “não”, tudo por acreditar que se falharmos alguma vez, se não suprirmos “aquela necessidade”, seremos rejeitamos e deixados de lado.

Quando se vive de maneira tão intrinsecamente ligada aos desejos de outro(s) ser(es) humano(s), perdemos nossa essência e acabamos ficamos extremamente dependentes. Se o outro está feliz, ficamos felizes, se está triste, nos entristecemos, tal como uma verdadeira mãezona, que não consegue se desvincular da vida de seus pequenos (que nunca vê crescer) e que chega mesmo a desejar secretamente que não se tornem independentes, para que ela continue sendo grande em suas vidas. Grande e necessária.

Se você se reconhece neste perfil, é importante começar a reparar onde sua vida termina e começa a do outro. Se nos dedicamos demais ao amigo(a), namorado(a), marido(a), amante, familiar, não só o sufocamos com tanto afeto, a ponto de sermos considerados “pegajosos”, como acabamos por tirar o mérito das conquistas que eles possam alcançar, assumindo inclusive culpas por erros que foram de única responsabilidade deles.

Além disso, ao não vivermos de fato nossas vidas, ficamos estacionados no tempo e deixamos de evoluir, aprender, conhecer outras pessoas. Fora que sempre seremos perseguidos pelo fantasma da ingratidão. A maioria das pessoas atendidas com todo este desvelo de mãe, costuma não retribuir à altura e até a ficar mal-acostumado, a ponto de exigir cada vez mais, não libertando ou acordando a Mãezona da ilusão em que vive.

É preciso, portanto, ser firme para deixar que as pessoas que amamos caminhem com as próprias pernas. Muitas vezes as veremos cair e sofreremos ao saber que não devemos sair correndo para levantá-las, pois é este esforço ao se reerguer que as farão mais fortes.

Devemos igualmente não confundir sacrifício moral e abnegação com o ego da Mãezona. Grandes Espíritos que vivem e viveram neste mundo foram exemplos magníficos de dedicação ao próximo. A diferença entre eles e o nosso ego da Imperatriz, é que eles nunca esperaram nada em troca e muito menos deram exclusividade de cuidados a poucos. Eles abraçaram o mundo.

Então, cuide de si mesmo em primeiro lugar, enchendo-se de carinho e atenção e livre-se do apego. Todos nós somos livres e temos nosso livre-arbítrio. É bom começar a usá-lo adequadamente.

Ler Série Sobre os Egos – Qual é o Seu?
Próximo texto: IV – O Tirano (O Imperador)

Série Sobre os Egos – II – O Passivo (A Sacerdotisa)

O segundo Arcano Maior do tarô é A Sacerdotisa, também conhecida por A Papisa. No Tarô Mitológico, ela é representada pelo mito de Perséfone, que foi raptada do mundo à luz do dia, para se tornar esposa de Hades, o deus das Profundezas.
E, de fato, a Sacerdotisa é uma carta sempre associada com o interior, com aquilo que está oculto, com a profundidade do inconsciente, a intuição, a receptividade e a sensibilidade.

Ela também costuma ser a imagem do autoconhecimento, já que segura em suas mãos um grande livro e tem em seu semblante um olhar sereno e de observação contínua do mundo ao seu redor.Porém, quando analisamos o sentido oposto, percebemos que as pessoas, cujo ego pode ser representado por esta lâmina, são extremamente passivas, com medo de viver, de agir. Pessoas que, com sua timidez, não conseguem avançar ou mostrar seus talentos ou verdades e que acabam seguindo a tendência a tudo concordar e aceitar, por não saberem lidar com a adversidade, as opiniões contrárias ou mesmo com o confronto direto. Constantemente elas preferem se abster de se manifestar, revelar seu “eu” verdadeiro, de modo a melhor se protegerem do mundo e das reações adversas.

Esta insegurança crônica pode levá-las, a longo prazo, a se tornarem seres humanos de caráter servilista, daqueles que vendem sua alma para conseguir pequenos favores e manter garantida sua posição na sociedade.Geralmente são pessoas que podem até mesmo passar uma aparência de confiabilidade e tranqüilidade exteriormente, mas que em seu interior escondem mares de tensão, medos e inseguranças. Querem falar, se expressar, mostrar suas vontades, mas temem serem repreendidas, já que não possuem a força necessária para lutar por aquilo que acreditam.

Se você se reconhece neste perfil, é importante começar a acreditar mais na própria capacidade, valorizando-se a si mesmo como indivíduo único no Universo. Deus nunca criaria algo sem valor ou que não possuísse meios de contribuir de maneira original ao mundo. As pessoas passivas precisam perceber que não existe ninguém melhor que ninguém e que toda comparação que traçamos são tolas, pois o que existem são estágios diferentes de evolução. Ora, não se compara uma criança a um adulto, muito menos um músico a um engenheiro mecânico.

Também não se deve confundir servilismo com humildade. Ser humilde é reconhecer o nosso lugar dentro de um contexto determinado, sabendo exatamente quais são nossas virtudes e nossas fraquezas e ser servilista é se colocar abaixo dos outros, utilizando-se de técnicas para envaidece-los, exclusivamente para obter deles favores.

Analise friamente quem você é e com o que pode contribuir, esforçando-se para passar isso à diante. Muitas pessoas talvez não se interessem pelo que você tem a dizer, mas muitos outros irão parar para ouvi-lo. E seu trabalho, suas idéias e suas palavras podem mudar para melhor a vida de muita gente. Acredite!

Próximo Texto – A Mãezona (A Imperatriz)

Série Sobre os Egos – I – O Workaholic (O Mago)

Como havia dito na Introdução dessa Série, cada Arcano Maior retrata em profundidade aspectos muito enraizados de nossas personalidades, que são demonstradas simbolicamente por meio dos arquétipos universais – uma espécie de base psíquica existente em todos os seres humanos, que identifica símbolos e conceitos, independente de cultura e educação – que, desde o Egito Antigo, como se acredita, vêm ilustrando as cartas do baralho e igualmente suas consultas.

O primeiro (em alguns casos, segundo) Arcano Maior do baralho é chamado de Mago, que numa leitura mitológica também é conhecido pelo deus Hermes, aquele que simboliza a rapidez, os caminhos e a comunicação. Geralmente se vê O Mago representado por um homem que dispõe de muitas ferramentas e que domina vários elementos. Numa leitura positiva, ele demonstra curiosidade, habilidade, inteligência e sagacidade, assim como espírito de juventude, criatividade e vanguarda.

Dentro da leitura dos egos – esse aspecto de nosso ser que forma nossa personalidade e a exterioriza através de ações boas e más – O Mago representa a típica pessoa viciada em trabalho, distúrbio popularmente conhecido por “workaholic”.

Na vida prática, é alguém que perdeu o foco da sua atividade; que fundiu de tal maneira sua vida com seu trabalho, que todos seus conceitos a respeito de moralidade, certo e errado e de hábitos em geral ficaram totalmente agregados ao mundo corporativo.É aquela pessoa que não se permite parar um instante para alongar as pernas; que se culpa por pensar em tirar férias; que não consegue delegar tarefas, nem responsabilidades e que se sobrecarrega a ponto de adoecer.

O que esta pessoa não percebe é que a doença, quando chega, é uma maneira do corpo dizer o óbvio: de que ela precisa se libertar daquela carga inútil. Porque o que existe por baixo de toda esta aura de bom profissional, dedicado e dinâmico é o orgulho de não querer “dividir os louros” com os outros colegas; é a insegurança de ser “passado para trás”, de ser substituído e de não ser mais aceito.

Se você se reconhece neste perfil, é melhor começar a desenvolver mais amor e confiança em si mesmo, lembrando que todos nós somos úteis ao mundo e temos algo a oferecer; que precisamos sim, de ajuda e colaboração das outras pessoas; e que ser feliz, dividindo a vida entre trabalho, lazer e família, é muito mais interessante e nos traz muito mais prosperidade e paz do que querer abraçar e carregar o mundo sozinho.

Se o que lhe motiva a trabalhar tanto é o sentimento de quer trazer segurança a si mesmo e aos outros que porventura dependam de você, tenha em mente que você não é insubstituível e que não cabe a você tudo realizar. Seria muito arrogante de nossa parte pensarmos que, se não fizermos algo, ninguém mais será capaz de fazê-lo.

Realize o que está ao seu alcance, fazendo bem feito e cuidando de si com amor. Pois, no final do dia, o que as pessoas querem de nós é um indivíduo para compartilhar idéias, amor, alegria e não um ser cansado que coloca dinheiro pontualmente todos os meses sobre nossa mesa.

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