Compêndio de leituras


Quando eu encontrarei o amor verdadeiro?

Utilizam-se doze cartas.

Em cada posição usa-se um arcano maior e um arcano menor

Posição 1 : Porque

PORQUE você não encontrou aindaseu par.

Posição 2 : Como

COMO você pode superar todas as dificuldades expressadas nas primeiras cartas.

Posição 3 : Que

QUAL é a coisa a mais positiva quevocê pode fazer para encontrar seu par.

Posição 4 : Quem

QUEM seria a pessoa certa para você.

Posição 5 : Onde

ONDE você encontrará seu par.

Posição 6 : Quando

QUANDO você encontrará seu par.

Fonte: http://animarcanotarot.blogspot.com/2012/03/blogagem-coletiva-metodos-de-leitura.html

Método – O Cupido

Autoria: Irene

Finalidade: Método recomendável para averiguar possibilidade de namoro e relacionamentos em geral.

Casa 1: O cupido – o clima entre os dois,

consulente e pretendente.

Essa casa indica como esta o clima de entre a consulente e seu parceiro ou pretendente.

Casa 2: O Alvo:

os sentimentos do parceiro/pretendente.

Essa casa indica como está pretendente ou parceiro(a) em relação a consulente, como ele (a) se porta, se esta receptivo, os sentimentos dele(a) para com a consulente.

Casa 3: A mira:

Qual é a arma que a consulente está usando para conquistar-lo, para prender a atenção do pretendente ou do parceiro.

Casa 4: A Flecha:

Essa casa indica se vale à pena lançar a flecha, ou seja, investir ou continuar investindo nesse relacionamento.

Casa 5: Destino da Flecha:

Essa casa indica como tudo irá se desenvolver, qual será os próximo acontecimentos.

Casa 6: Coração flechado:

Essa casa indica o desfecho, se dará namoro,ou se relacionamento se firmará ou continuara, o que esta reservado para o casal para a relação para os próximos 6 meses.

Disposição das Casas

——-1——-

—-2——-3—

—4——-5—-

——6——-

Fonte: http://senhordavidatarot.blogspot.com.br/

Tiragem da gravidez

Cartas 1-3 Primeiro Trimestre

1. Mãe (problemas de saúde, estado emocional, estado espiritual, o processo de ligação com o bebê)

2. Bebê (problemas de saúde, estado emocional, estado espiritual, o processo de ligação com o bebê)

3. Principais temas / mudanças na relação entre mãe e pai

Cartas 4-6 Segundo Trimestre

4. mãe

5. bebê

6. Principais temas de relacionamento / mudanças

Cartas 7-9 – Terceiro Trimestre

7. mãe

8. bebê

9. Principais temas de relacionamento / mudanças

Cartas de 10-11 CONCEPÇÃO

Estas duas cartas são lidas em conjunto e vai lhe dar pistas sobre as circunstâncias/tempo em torno da concepção e implantação. Olhe aqui em busca de pistas sobre gêmeos. Estas duas cartas poderiam ser resposta às preocupações de saúde ou problemas de relacionamento também. Ou poderia haver um tema emergente sobre o porquê desta alma escolheu para encarnar aqui e agora (algo que você pode muito bem querer fazer uma leitura em separado).

Cartas de 12-13 NASCIMENTO

12. Mostra o tipo de parto que terá. (gêmeos pode aparecer aqui também.)

13. Sexo do bebê.

Fonte: http://www.tarotize.com

Tiragem da Mulher com crise da meia-idade

1. O que eu preciso encarar em relação a ficar mais velha?

2. Qual é meu diálogo interno neste momento?

3. O que eu posso apreciar sobre mim mesma agora?

4. Quais são as ações que posso tomar para aceitar a mim mesma agora?

Fonte: https://www.facebook.com/tarothealing

Tiragem “Aniversário”

1. Influências passadas que estão saindo de sua vida.

2. Realizaçõe do ano anterior que ainda se refletem neste ano.

3. Questões, objetivos ou metas que são conduzidas do ano anterior para o próximo ano.

4. Aonde você está agora.

5. Novas influências que chegarão em sua vida no futuro próximo.

6. Os desafios que você pode encarar no próximo ano.

7. Planos e metas que você pode realizar no próximo ano.

8. A perspectiva ou o foco para o próximo ano.

9. Seu presente de aniversário – uma benção que você receberá durante todo o ano.

Fonte: http://www.dekeizerin.net/2012/01/tiragem-aniversario.html

Tiragem por três

Nesse modelo de leitura, retiramos três lâminas do maço e as colocamos em linha ou na forma de um triângulo com o vértice para cima, como está indicado no esquema ao lado.

A leitura poderá se desenvolver como numa frase com:

1) sujeito, 2) verbo e 3) complemento.

Exemplos de variações que podem ser experimentadas para cada posição:

• 1. o positivo; 2. negativo; 3. a síntese.

• 1. a causa; 2. o desenvolvimento; 3. os efeitos ou as conseqüências.

• 1. uma alternativa; 2. a outra; 3. a avaliação final.

• 1. a meta, a intenção; 2. os meios para alcançá-la; 3. as conseqüências.

• 1. eu, 2. o outro, 3. as perspectivas.

• o que o consulente poderá esperar se: 1. for em frente, 2. recuar. A terceira carta poderá indicar um conselho ou um terceiro caminho.

Lembre-se que, do ponto de vista da técnica, o mais importante para quem dirige a jogada é definir ele próprio qual ângulo, qual aspecto do assunto, que espera ser elucidado pela carta. Desse modo, com a questão mais claramente definida, ficará muito mais compreensível o recado de cada carta.

Tiragem em Cruz

Na Tiragem em Cruz contamos com um maior número de ângulos para examinar uma questão. Retiramos do maço cinco lâminas, que são colocadas de face para baixo, na seqüência de posições indicadas no quadro ao lado.

Há também quem costuma, para conhecer a quinta carta, adicionar os números das quatro já sorteadas. Neste caso:

(a) se o resultado for menor que 22, tiramos do maço a lâmina que tem esse número e a colocamos no centro da cruz;

(b) se o resultado for igual a 22, colocamos o Louco. (Ele, porém, quando se encontra entre as quatro primeiras cartas já sorteadas, é contado com valor zero na adição para se achar a quinta lâmina; é o “Arcano Sem Número”);

(c) se o resultado for maior que 22, somamos os dois algarismos e esse novo resultado, denominado redução, será o número da quinta lâmina (por exemplo, se o valor total das quatro cartas sorteadas for 37, somamos 3 + 7 = 10, isto é, a quinta carta será a Roda da Fortuna);

(d) se a quinta lâmina já tiver saído na tiragem, imaginamos que ela se encontra duplicada no centro.

Variações, entre muitas outras, que podemos atribuir para a função de cada carta:

• 1. a pessoa, 2. o momento, 3. os prognósticos, 4. os desafios a superar, 5. o conselho para lidar com a situação;

• 1. o fato, 2. o que ele causa, 3. onde e quando ocorre, 4. como ocorre, 5. porque ocorre;

• 1. o consulente, 2. o outro, 3. o que os aproxima, 4. o que os separa, 5. a tendência para o futuro ou a estratégia a seguir;

• 1. o aspecto interno da questão, 2. o aspecto externo, 3. o que é superior ou favorável, 4. o que é inferior ou desfavorável, 5. a síntese ou resposta.

Tiragem Péladan

Joséphin Péladan (1858-1918), escritor e ocultista francês, divulgou uma técnica de tiragem bastante utilizada. Trata-se de um esquema simples e útil, idêntico à tiragem em cruz.

A quinta carta é obtida pela soma do valor das quatro primeiras retiradas do maço. Se o resultado ultrapassar 22, será feita a redução numerológica (teosófica). Veja os detalhes dessa operação na “Tiragem em cruz”, logo acima.

São atribuídas as seguintes funções às cartas:

1. O que é favorável, vantajoso. O aspecto afirmativo. Os prós.

2. O que é desfavorável, contrário. Obstáculos e dificuldades. O aspecto negativo. Os contras.

3. Ação, influência. Próximos acontecimentos. O caminho.

4. Resultado. Conseqüências. Solução.

5. Síntese. O sentido de conjunto das cartas.

Oswald Wirth, em seu Tarot des imagiers du Moyen Age, assim descreve o método indicado por Joséphin Péladan, que ele recebeu por intermédio de Stanilas de Guaita:

1. O primeiro arcano tirado é visto como afirmativo, que fala a favor de uma causa e indica de uma maneira geral o que está a favor.

2. Em oposição, o segundo arcano é negativo e representa o que está contra.

3. O terceiro arcano retirado representa o juiz que discute a causa e determina a sentença.

4. A sentença é enunciada no arcano retirado em último lugar

5. O quinto arcano esclarece o oráculo que ele sintetisa, pois depende dos quatro arcanos retirados. Cada um destes traz o número que marca sua posição na série do Tarot. (O Louco, não numerado, é contado como 22). Basta adicionar esses números inscritos para obter, seja diretamente, seja por redução teosófica, o número do quinto arcano (22 designa o Louco, 4 o Imperador, 12 o Pendurado, etc.)

Tiragem Kairallah

Apresentação de Constantino K. Riemma

É o modelo que costumo utilizar em minhas consultas, na complementação da análise do mapa natal e dos trânsitos astrológicos.

Na primeira tiragem de uma seção, para dar uma visão de conjunto do momento vivido pelo consulente, as cartas podem ter as seguintes funções:

1. o consulente; como ele se encontra;

2. o seu momento de vida; suas condições atuais;

3. prognósticos, o rumo que sua vida tende a tomar ou o que esperar nos próximos meses;

4. qual a melhor conduta diante da situação definida pelas cartas anteriores. Conforme a tiragem, a carta pode ser definida como o conselho estratégico para lidar com o assunto em exame.

5. o cenário geral que envolve a questão e dá o tom às demais cartas. Usualmente, neste modelo, é a carta de corte e que pode ser a primeira desvirada após o sorteio, junto com o maço de cartas que restou.

O mesmo modelo pode ser aplicado às sucessivas questões que o cliente colocar. As funções atribuídas as cartas 1, 2 e 3 são então adaptadas a cada assunto. As duas outras cartas mantêm o padrão: 4 – indica o conselho, o caminho oportuno para ser seguido pelo consulente; 5 – (a carta de corte ou uma carta que for retirada especificamente com esse propósito), delineia o cenário geral, o pano de fundo, as forças que circunscrevem o assunto.

É o praticante, aquele que conduz a tiragem, quem deve definir previamente a função que a carta terá na jogada. Veja alguns exemplos de variações para as cartas de 1 a 3, conforme o assunto e o interesse do consulente:

• 1. o consulente; 2. o outro (parceiro ou sócio); 3. o desenrolar da relação.

• 1. os pontos fortes ou positivos do tema (trabalho, saúde, projetos, estudos, etc.); 2. seus pontos fracos ou negativos; 3. tendências ou caminho a percorrer.

• 1. pessoa; 2. a situação específica (relacionamento, trabalho, projeto, etc.); 3. o que esperar.

• 1. o que favorece o projeto (ou a intenção); 2. o que ainda precisa ser trabalhado, melhorado; 3. quais são as perspectivas.

É sempre importante refletir sobre a harmonização entre os prognósticos ou tendências (carta 3) e os conselhos (carta 4). Por vezes a perspectiva é otimista e o conselho é o de cuidados e reservas. Em outras situações, o prognóstico pode ser modesto e o conselho indicar a aplicação de energia e empenho. Como acontece com as demais correlações importa aqui, mais do que conhecer os significados das cartas, a experiência de vida e a maturidade do consultor, o quanto ele trabalhou a delicada questão de dar aconselhamento.

O templo de Afrodite

Uma tiragem bem interessante para fotografar a relação de um casal, nos seus planos racional, emocional e físico (ou melhor, “químico”). Sete cartas são escolhidas e colocadas em duas colunas, como mostrado abaixo, sendo a última carta – síntese ou prognóstico da relação – colocada na posição central.

                                                              Ele                 Ela

 

1 e 4 – Plano mental ou os pensamentos

2 e 5 – Plano afetivo ou as emoções

3 e 6 – Plano sexual ou a atração física

7 – O resultado ou o futuro

A leitura segue a seguinte lógica:

(1) e (4) – o que ele e ela pensam da relação, qual sua intenção racional

(2) e (5) – o sentimento de um pelo outro, como vai o coração

(3) e (6) – a atração física de um pelo outro, como vai o tesão

(7) – o resultado ou produto dessas interações: o prognóstico para esse casal

Também é significativo avaliar o conjunto das três cartas que representam a figura masculina (1, 2 e 3) e as outras três que falam do feminino (4, 5 e 6)

Lição da Torre – por Teca Mendonça

Trata-se uma tiragem para examinar e trabalhar situações de rupturas e quebras de expectativas.

As funções que a taróloga Teca Mendonça atribui às cartas, deixa claro o propósito desse modelo. São assinalados diferentes passos para entender compreender o fato em si, seus sentido espiritual e superior, o motivo da crise e, finalmente, o trabalho a ser feito.

Funções

1. a porta de acesso;

2. a luz da consciência;

3. a luz da razão; as cartas 2 e 3 constituem a Morada do Espírito;

4. o plano superior;

5. o que foi destruído, o que era excessivo;

6. o que precisa ser reconstruído na ação;

7. o que precisa ser rescontruído na personalidade.

A Ferradura

Designada “horse” na língua inglesa, a tecnica da Ferradura ajuda a avaliar a sequência, o desenvolvimento de uma situação ou relacionamento. As cartas são dispostas numa curva que lembra uma ferradura de cavalo.

 

1. O Passado. Os eventos passados que afetam a questão ou situação do consulente.

2. O presente. Sentimentos, pensamentos ou acontecimentos reais que influem decididamente sobre o assunto em questão.

3. O futuro imediato. Eventos próximos que irão afetar essa situação e que até mesmo poderão surpreender o consulente.

4. Obstáculos. O que preocupa o consulente. Dificuldades a superar, que podem ser atitudes mentais ou dificuldades de ordem prática.

5. As atitudes dos outros. O ambiente, atitudes e pensamentos que as pessoas ao redor do consulente têm sobre a situação.

6. O caminho de superação. O que deve ser feito para o melhor encaminhamento da situação. Trata-se de uma sugestão prática par o consulente.

7. O resultado final. O resultado mais provável. O que se pode esperar se o consulente seguir o conselho dado pela sexta carta.

O jogo das escolhas e decisões

Apresentação e comentários de Constantino K. Riemma

Hajo Banzhaf em seu “Manual do Tarô” (Ed. Pensamento) apresenta um modelo de tiragem com 7 cartas, que foi traduzido ao português por “O Jogo Decisivo”. Nele são retiradas as cartas que irão indicar os dois lados da questão:

7 = o problema;

1, 3 e 5 = influências positivas, “Isso é favorável”

2, 4, 6 = influências negativas, “Isso é desfavorável”

Mais importante que os esquemas prontos, como este registrado por Hajo Banzhaf, é o cuidado para definir as funções das cartas do modo mais coerente possível com a situação a ser examinada.

 

Além do esquema acima, existem muitos outros que nos ajudam a escolher entre as alternativas que a vida e os nossos desejos colocam.

Utilizo para isso as referências básicas da tiragem Kairallah, em que são retiradas cartas para revelar quatro ângulos de cada alternativa ou caminho que se apresenta:

1. o que favorece o projeto, a intenção ou o caminho; 2. o que ainda precisa ser trabalhado, melhorado ou criado; 3. quais são as perspectivas, prognósticos ou tendências; 4. e qual é o conselho estratégico, a conduta ou a atitude oportuna.

Tira-se uma carta com a mesma função para os caminhos ou alternativas colocadas. Isso permite uma comparação entre as facilidades e dificuldades que seriam percorridas em cada caso, bem como as previsões e as medidas mais eficazes.

Como sempre acontece quando se trata de opção consciente, e não de determinação cega, a própria pessoa está convidada a exercer a livre escolha e a assumir as consequências do caminho que escolheu.

Leitura do Coração – Teca Mendonça

A professora de Mitologia e taróloga, Teca Mendonça, entre outras alternativas utiliza uma tiragem que serve para compreender como uma pessoa é, qual a sua personalidade, ou como ela se encontra no momento.

O propósito é responder às perguntas que ajudam a situar a pessoa. Como ela é? Como está? Como ela me vê?

A peculiaridade técnica desse modelo de tiragem é a utilização de arcanos maiores e menores em maços separados.

As posições de 1 a 5 (com números em branco no esquema acima) são preenchidas com Arcanos Maiores e indicam:

1. como vê com a razão; lado consciente;

2. como vê com o coração; é a carta mais importante, mostra como é realmente, sem manipulação.

3. como age;

4. como era anteriormente;

5. como será no futuro.

Para detalhar e complementar essas informações, são retiradas mais 10 cartas dos Arcanos Menores:

– as cartas 6, 8, 10, 12 e 14 (números em azul), à direita dos arcanos maiores, significam o que é mais positivo;

– as cartas 7, 9, 11, 13, e 15 (números em vermelho), à esquerda, indicam o que é mais negativo.

Contato com a autora: tecamendonca@uol.com.br

O Mundo Pessoal – Anamaria Traldi

O sistema de tiragem do Tarô, desenvolvido por Anamaria Traldi, utiliza o conjunto completo dos 78 arcanos. Sua preferência é pelo The Rider Tarot Deck, também conhecido por Tarô de Waite.

Sete cartas são retiradas do maço, pelo tarólogo, e colocadas na mesa de acordo com o esquema ao lado. Elas são lidas, inicialmente, na seqüência numérica. A seguir, são interpretadas em suas múltiplas combinações, como é o caso das diagonais 3-1-2, 6-1-4, 7-1-5 e vice-versa, bem como das linhas 6-5, 7-4 e vice-versa.

Com essas primeiras cartas obtém-se uma visão do cliente e de seu mundo pessoal.

Mais 7 cartas podem ser retiradas pelo próprio consulente, sempre com a mão esquerda, para indicar como ele vê a si mesmo no seu mundo

particular. Essas cartas são colocadas ao lado das anteriores.

Mais uma terceira rodada de sete cartas, retiradas pelo consulente, darão as previsões (possibilidades e probabilidades) referentes aos assuntos específicos de cada posição.

A essa altura, 90% das questões estarão atendidas. No caso de perguntas adicionais, uma nova série de 7 lâminas poderá ser virada. Para encerrar, o consulente retirará uma carta para ser colocada na posição central, como mensagem ou conselho do Senhor do Tarô para o momento.

A leitura interativa é possível em todas as direções e amplia os dados para leitura. Por exemplo, na seqüência 6-7 a carta na posição 6 indica a bagagem da infância e, na posição 7, como essa estrutura foi trabalhada até o momento presente.

São as seguintes as principais atribuições de cada posição:

1 – o consulente, seu momento atual e aquilo que está buscando elucidar na leitura do Tarô (embora nem sempre tenha plena consciência do que seja).

2 – o passado recente, acontecimentos ou pessoas que vêm afetando o consulente e influenciando o momento presente.

3 – o futuro próximo, as possibilidades e probabilidades de ocorrências no futuro imediato, planejadas ou não pelo consulente.

4 – as relações íntimas, o casamento, cônjuge, filhos, parentes e amigos próximos.

5 – o plano material, o trabalho, negócios, dinheiro, propriedades, sociedades profissionais, finanças.

6 – a infância, a figura parental forte, os irmãos, o ambiente de criação, as influências que marcaram o processo de amadurecimento. É a carta que faz o verdadeiro contato com o cliente. Fala das fundações da sua personalidade e do seu mundo secreto.

7 – o psiquismo, as emoções e sentimentos presentes, as condições atuais do inconsciente, o grau de espiritualidade. Também indica a saúde do consulente.

Contato com a autora: anatraldi@yahoo.com

Cruz celta

A tiragem com dez arcanos do Tarô, chamada Cruz Celta (ou Cruz Céltica), é útil quando se quer examinar uma questão mais a fundo. Ela permite considerar dez diferentes ângulos de um assunto e, com isso, ampliar a nossa compreensão do tema.

As lâminas, poderão ser colocadas como no esquema ao lado, com a segunda carta cruzando a primeira.

Com a prática, aprendemos a variar e a fazer adaptações nesse esquema. No entanto, tal como ocorre nas demais formas de tiragem, é muito importante definir com clareza a função que cada arcano vai desempenhar na leitura.

Algumas sugestões de diferentes aspectos que podem ser exploradas com cada carta são dadas a seguir.

1 – A situação. A questão essencial. A atmosfera que o consulente está vivendo.

2 – Os obstáculos. As influências imediatas. As dificuldades da situação.

3 – As metas. As aspirações e ideais do consulente. O seu destino ou o que ele poderá realizar de melhor dentro das circunstâncias.

4 – As raízes. As bases do passado distante. As causas remotas que determinaram a condição presente.

5 – O passado recente. Acontecimentos que acabaram de ocorrer ou estão ainda ocorrendo.

6 – O futuro. As influências que tendem a se manifestar no futuro imediato.

7 – O consulente. A condição atual do consulente. O retrato fiel do consulente.

8 – A influência do ambiente. A influência do consulente sobre os outros, ou como ele está reagindo à atuação dos outros. A imagem que o consulente está passando.

9 – O conselho. O melhor caminho a ser adotado pelo consulente. O que lhe corresponde realizar ou tentar.

10 – O resultado final. A síntese. O desfecho. O que se pode esperar se o consulente fizer o que foi aconselhado.

A montagem do Tabuleiro

O propósito das minhas leituras é sempre perceber a energia do momento. Não é um exercício de futurologia. O Tabuleiro mapeia as forças e fraquezas do consulente por ocasião da consulta e as possíveis conseqüências disso. Uma nova percepção de si mesmo potencializa as oportunidades e ajuda a minimizar ou reverter as oposições. São usadas os 22 Arcanos Maiores.

 

 As 22 posições ou casas que armam o Tabuleiro completo com os Arcanos Maiores

Ilustrações do Alchemical Tarot de Robert Place

São estas, de forma sucinta, as atribuições de cada casa que compõe o Tabuleiro:

Casa 0 – Louco: O que traz o consulente ao jogo. O que é mais importante ser tratado ou a raiz de todas as demais questões – o que pode não ser necessariamente o que ele tinha em mente quando veio.

Casa 1 – Mago: Projetos e iniciativas. As oportunidades que surgem diante de nós e a disposição com a qual nos aproveitamos dela.

Casa 2 – Papisa: O que domina a nossa atenção. Geralmente indica a natureza daquilo que tira o nosso equilíbrio interno, uma preocupação.

Casa 3 – Imperatriz: A percepção da realidade ao redor. Criatividade e agilidade mental. Questões que devem ser encaradas de frente. Representa também a própria consulente em um jogo para mulher ou, em um jogo para homem, a pessoa com quem o consulente se relaciona.

Casa 4 – Imperador: Vida material: trabalho, recursos, estabilidade e segurança. Capacidade de realização, de trazer para o concreto o que paira no mundo das idéias. Representa também o próprio consulente em um jogo para homem ou, em um jogo para mulher, a pessoa com quem a consulente se relaciona.

Casa 5 – Papa: O religare, a espiritualidade. A vida espiritual do consulente ou o que seus mentores lhe oferecem como conselho neste momento.

Casa 6 – Enamorado: A atitude adequada para tomar decisões importantes. A nossa capacidade de fazer escolhas diante das circunstâncias.

Casa 7 – Carro: O que está no caminho. Para onde ou de que forma estamos guiando nosso carro. Para que tipo de situação nossas ações estão nos levando.

Casa 8 – Justiça: O que precisa ser colocado em ordem. A nossa capacidade de dar o peso certo para cada coisa. Diferenciação e discernimento. Em questões que envolvem legalidade, como a Justiça está atuando no caso.

Casa 9 – Eremita: O consulente em sua essência; a sua verdadeira natureza – soma de suas experiências e expectativas.

Casa 10 – Roda da Fortuna: Casa do futuro imediato. O que a vida está trazendo para o consulente como oportunidade ou desafio. Os acontecimentos que se precipitam em sua vida para trazer um novo aprendizado. A qualidade do giro desta roda.

Casa 11 – A Força: Vitalidade. Base. Qual a atitude do consulente com relação a tudo o que acontece ao seu redor. Sua resistência e resiliência. Quando a carta desta Casa indica alguma deficiência ou fragilidade, todo o jogo está de alguma forma comprometido.

Casa 12 – Pendurado: Questões pendentes e sobre as quais devemos abrir mão do controle – é aceitar o ritmo da natureza e fluir com ele ao invés de tentar impor o seu. Assuntos que merecem introspecção (“quem sou eu – ou o que tenho feito da minha vida – para estar nesta situação?”).

Casa 13 – Morte: O que necessita ser cortado ou transformado. Aquilo que não pode seguir adiante, podendo identificar fatos ou comportamentos.

Casa 14 – Temperança: O que se acerta com o tempo (ou no tempo certo) não porque está parado, mas porque está amadurecendo aos poucos. Questões que necessitam de moderação. Casa importante nas questões que falam de saúde, representando o caminho da cura.

Casa 15 – Diabo: O que nos tira do sério, provoca ansiedade. Apegos e idolatrias. O que nos escraviza, cerceando o livre-arbítrio.

Casa 16 – Torre: O que está ruindo e é bom que desmorone de vez. Hábitos e/ou situações que não se sustentam mais.

Casa 17 – Estrela: Casa do futuro distante. Em que podemos apostar as nossas fichas. A leveza que devemos procurar em nossa alma. A qualidade de comunicação com as esferas sutis.

Casa 18 – Lua: Com o que o consulente está se iludindo. Tristezas, sonhos e decepções. Aquilo que drena a nossa energia.

Casa 19 – Sol: As relações humanas, no geral, ou uma relação afetiva, em especial. A capacidade de perceber as coisas com clareza, de ser generoso sem escolher quem ajuda. A transparência e a alegria de viver. Filhos.

Casa 20 – Julgamento: O chamado, no sentido espiritual, ou um convite/convocação nas questões de ordem prática. O despertar de uma nova consciência como percepção ampliada de tudo o que está acontecendo e como as peças se encaixam. Família.

Casa 21 – Mundo: O que se pode contar como certo. A resposta ou conclusão provável para a questão levantada na Casa 0. Aquilo que coloca o consulente em evidência.

Marcelo Bueno – http://www.zephyrus.blog.br

Jogo do Bobo

Esse sistema de leitura – O Jogo do Louco – é apresentado por Hajo Banzhaf em seu livro As Chaves do Tarô (editado pela Ed. Pensamento; 1993, título original Schlüsselworte Zun Tarot) e seu procedimento é bem fácil de ser executado, embora não tão simples de ser interpretado.

O objetivo dessa leitura é ver o desenvolvimento cronológico de uma situação específica ou do plano geral da vida de uma pessoa.

O procedimento inicial é o de retirar arcano O Louco do maço das setenta e oito cartas. Em seguida as setenta e sete cartas restantes devem ser embaralhadas, desse conjunto selecionam-se doze, que podem ser escolhidas pelo consulente. A elas acrescenta-se O Louco embaralhando as treze cartas resultantes dessa adição.

O próprio cliente então poderá ser convidado a decidir se irá tirar as cartas da parte de cima ou da parte de baixo do monte.

Coloque as cartas sobre a mesa para formar um arranjo similar ao do exemplo abaixo:

Imagens: cartas do Tarot New Vision de Pietro Alligo

As cartas que se encontram antes do Louco representam o passado, as que vêm a seguir simbolizam o futuro, e o próprio Louco é um ponto que representa o presente. Se o Louco for a primeira carta isso indica que o consulente está no estágio inicial de um desenvolvimento e, segundo minha experiência, está rompendo com o passado. Caso ele seja o último arcano isso denota que está terminando uma fase de importantes experiências em sua vida.

A maior dificuldade dessa leitura é que as posições individuais não possuem significado específico, assim sendo cada carta deve ser interpretada em conjunto com a anterior. Esse sistema de disposição é um belo exercício imaginativo intuitivo, principalmente para aqueles que têm uma visão enrijecida do significado dos arcanos.

Gosto de fazer o Jogo do Bobo para avaliar os estágios do desenvolvimento pessoal, interpretando assim tudo o que está antes do Bobo/Louco como sendo os aprendizados já ocorridos, processos de amadurecimento da consciência que atingiram o seu ápice. Encaro as cartas que vem depois do Louco como os símbolos do que ainda não foi integrado ou amadurecido e que virá na forma de experiências palpáveis para que assim possam ser vividas e apreendidas por quem se consulta.

Contato com o autor: Jaime E. Cannes – http://www.jaimeecannes.com

Tiragem astrológica

Compilado por Constantino K. Riemma

O esquema dos doze Setores ou Casas Terrestres da astrologia é excelente quando se quer obter, com as lâminas do Tarô, uma visão global de um assunto. Essa tiragem, também conhecida por Mandala Astrológica, permite investigar todos os ângulos de uma questão, pessoa ou momento particular.

Representação das casas astrológicas no horóscopo

http://www.hocuspocus.com.br

As 12 casas num mapa astral individual indicam os 12 principais assuntos ou “departamentos” na vida da pessoa. É um sistema que dá conta de qualquer questão que for colocada.

São retiradas 12 cartas do maço e dispostas em roda, como no diagrama ao lado. Pode-se também colocar mais uma carta no centro, como síntese ou conselho. Cada arcano irá elucidar os assuntos específicos que a tradição astrológica atribui às casas.

Na prática, são inúmeras as variações adotadas pelos tarólogos. Alguns fazem uma segunda rodada de cartas, com arcanos menores, caso a primeira tenha sido montada exclusivamente com os arcanos maiores.

Outros preferem três cartas para cada casa, enquanto que o famoso Etteilla propunha, já em 1785, virar todas as 78 cartas na roda.

Os atributos de cada casa

Casa 1: a personalidade e o temperamento; a aparência, a vitalidade e a constituição física. Avó (mãe do pai), irmãos dos amigos. Cabeça e rosto, olhos, ouvido esquerdo, cérebro, músculos, movimento e sangue, aparelho genital masculino. Corresponde ao signo de Áries.

Casa 2: o dinheiro e os bens adquiridos pelo trabalho; os ganhos e perdas financeiras, a administração. Os pais dos amigos e os amigos da mãe. Pescoço e garganta, língua, laringe e sistema linfático. Touro.

Casa 3: a comunicação, escritos, documentos, estudos, criação intelectual, as pequenas viagens, as trocas e o comércio, os vizinhos. Os irmãos e irmãs, colegas e professores da escola primária, secretários. Ombros, braços e mãos, sistema nervoso e respiratório. Gêmeos.

Casa 4: o lar, o passado, a infância, os bens imobiliários, o domicílio; a hereditariedade, as raízes, a história. A mãe, os bens dos irmãos, primos por parte de pai e sogro. Peito, seios, estômago, órgãos femininos (ovários e útero), cérebro. Câncer.

Casa 5: os amores, a criatividade; as diversões, jogos, ganhos pela sorte, especulações, o vestuário; a educação. Os filhos, os bens da mãe, noiva (o), amantes e os amigos do cônjuge. Coração, costas e ombros, artérias, diafragma e o lado direito do corpo. Leão.

Casa 6: o serviço diário, os colegas, assistentes e subordinados; a saúde, a higiene, a alimentação e as doenças agudas; animais domésticos. Tios e tias maternos, os conselheiros e instrutores. Intestino delgado e plexo solar, músculos e nervos. Virgem.

Casa 7: o casamento, as relações íntimas, sócios e companheiros; os contratos e processos, os conflitos, os concorrentes e os inimigos declarados. O cônjuge, os avós maternos e sobrinhos. Rins, quadris e nádegas, o genital feminino e o baixo ventre. Libra.

Casa 8: sexo, transmutação e morte; as heranças e presentes; psiquismo. Os negócios e finanças do cônjuge ou sócios, os amigos do pai. Sistema reprodutor, sistema urinário e excretor. Escorpião.

Casa 9: os ideais, os estudos superiores, as grandes viagens e o estrangeiro, comércio internacional ou por atacado; a religião, a lei e a filosofia. Cunhados, os netos, professores e colegas de curso superior. Músculos e coxas, fígado, quadris e artérias. Sagitário.

Casa 10: a carreira, a vocação, o prestígio social e profissional, os empreendimentos, as relações com as autoridades. O pai, sogra, primos por parte de mãe; patrão, superiores e patrocinadores. Joelhos e pernas, ossos e pele, dentes e ouvido direito. Capricórnio.

Casa 11: as amizades, as simpatias e proteções, as esperanças, projetos e planos, os lucros dos empreendimentos, os clubes e associações. Genros, noras e os bens do pai. Tornozelos e barriga da perna, cérebro, circulação sangüínea e a energia nervosa. Aquário.

Casa 12: o servir altruísta, a vida religiosa ou mística, os sacrifícios e as provas, as limitações, as práticas veladas, os vícios. Tias e tios paternos, protetores secretos e inimigos ocultos. Pés, sistema linfático e tecido adiposo. Peixes.

Agrupamentos

As casas podem ser correlacionadas entre si, ampliando a avaliação dos diferentes aspectos da vida do consulente. Do mesmo modo que os signos, podem ser agrupadas quanto aos elementos:

Fogo (vigor, entusiasmo, iniciativa; otimismo, gosto pelas novidades; intuição): 1, 5, 9;

Terra (forma, provisão; tenacidade, capacidade para sustentação; sensação): 2, 6, 10;

Ar (trocas e invenções; comunicação, leveza, consideração; pensamento): 3,7,11;

Água (emoções e proteção; sentimento): 4, 8, 12.

As casas podem ser ainda consideradas quanto às qualidades ou forças:

angulares, cardinais (ação, empreendimento; força positiva): 1, 4, 7, 10;

fixas (conservação e sustentação; força receptiva): 2, 5, 8, 11;

mutáveis (renovação e aprendizagem; força neutralizadora): 3, 6, 9, 12.

O método direto das “oitavas superiores”

Após definir a pergunta deve-se retirar as cartas, uma a uma ou as cinco primeiras que formarão uma linha horizontal:

Cada carta tem um significado pré-estabelecido:

1 – a pessoa ou consulente: como ela se encontra no momento presente, emocional, psicológica, física e espiritualmente.

2 – o momento, a situação presente.

3 – o que atrapalha, as interferências presente.

4 – o que auxilia, a ajuda imediata.

5 – A definição, o que acontecerá ou o conselho final.

Esta 1ª tiragem será interpretada de forma bastante precisa. Somente após a leitura destas cinco primeiras cartas, será sorteada uma segunda parte. Serão retiradas mais quatro cartas, uma a uma ou todas de uma vez. Estas devem ficar sempre entre duas cartas obtidas na primeira tiragem. Assim, a primeira carta retirada na segunda seqüência deve ficar entre a 1ª e a 2ª carta retiradas na primeira seqüência.

As cartas desta segunda seqüência definirão os conselhos, as atitudes e as razões do que a pessoa está passando neste momento. É esse o diferencial que eu havia comentado antes: esta leitura define as razões do que está se passando atualmente, de forma conselheira e direta.

 

As quatro últimas cartas são um complemento da 5ª, elas darão esclarecimento sobre a definição:

6 – A raiz, o que levou o consulente a situação, ao momento presente.

7 – A ligação entre o momento ao que atrapalha.

8 – A quem recorrer ou ao que recorrer, mostra a ligação entre as interferências e o auxílio, ou seja, o que está entre as duas situações, aquele que pode ajudar ou atrapalhar, esta carta é mais uma questão relacionada a um conselho do que propriamente dito um objeto, pode indicar a quem recorrer ou afastar, para que a situação da 4ª carta seja realizada.

9 – liga o auxílio a definição; mostra os caminhos, onde devemos mudar, expressa de forma clara as esperanças e os temores. Eu diria mais, esta carta não terá conotação negativa ou positiva, porque ela é um caminho e o caminho sim, pode ser negativo ou positivo e como ela representa a ligação para a definição o contexto “conselho” novamente aparece, indicando o caminho que devemos ou não tomar, para que a definição seja alcançada.

Vamos imaginar que a 5ª carta não seja uma definição boa para a situação, a pessoa deve escolher o seu próprio destino, por isso a 9ª carta mostra os caminhos, indicando claramente qual deve ou não seguir, para que a definição seja alcançada ou afastada.

Contato com o autor – Stephan Milanez – http://www.alphalumen.com.br (Portal Alpha Lumen)

O Jogo da Ferradura

Não conheço a origem desse jogo. Em meados da década de 80 recebi de minha cunhada quatro páginas de uma revista que descrevia a arrumação e a interpretação do “Jogo da Ferradura”. No rodapé das páginas ainda dá para se ler “Mística Especial”.

Sei, porém, que nas mãos de uma pessoa sensata esse método pode servir de medicação para a alma daqueles que procuram um lenitivo nos momentos difíceis. Tenho 23 anos de pratica com este método e espero, agora, ter a oportunidade de trocar informações com pessoas que o adotaram.

Faz um ano que uso de forma complementar as cartas do Feng Shui em paralelo ao Jogo da Ferradura para aprofundar alguma questão específica.

O esquema de distribuição das cartas

 

Ordem de distribuição das cartas no Jogo da Ferradura. As cores foram adicionadas por Margareth Procópio para facilitar a visualização.

Utilizo o Tarô completo. Depois de embaralhado e cortado faço a tiragem deitando as 56 cartas no formato de ferradura, conforme o gráfico. Esta arrumação tem vários níveis de leitura, em que as cartas podem ser combinadas entre si de diversas maneiras.

Como ler as cartas dispostas em ferraduras

A primeira ferradura maior

É composta de 25 cartas nas quais se encontram as informações do passado. As treze primeiras cartas referem-se ao passado distante: fatos e pessoas que marcaram a vida do consulente.

As doze cartas seguintes (14 a 25) indicam o passado recente: os acontecimentos, situações, pessoas e sentimentos que determinaram o atual momento do consulente.

A carta para representar o consulente (26) é tirada antes de montar a segunda ferradura.

A segunda ferradura do meio

As nove primeiras cartas (27 a 35) mostram as influências do presente: circunstâncias e pessoas que atualmente participam da vida do consulente e que se relacionam com sua situação no momento da consulta.

As nove cartas restantes (36 a 45) indicam os acontecimento do presente: os fatos concretos com os quais o consulente está envolvido.

Após a leitura das duas ferraduras devem ser relacionadas com a carta do consulente (26).

A terceira ferradura menor

Com essas cartas começa a leitura adivinhatória, pois são elas que revelam o futuro.

As seis primeiras cartas da terceira ferradura (45 a 50) indicam o futuro imediato: acontecimentos que afetarão a vida do consulente no futuro próximo.

As seis cartas restantes (51 a 56) apontam para a conclusão: revelam o quais serão as forças que predominarão na vida do consulente, qual será o desfecho de sua atual situação, a realização ou não de seus projetos, a confirmação ou frustração de seus sentimentos.

Leitura complementar

As cartas podem ser combinadas ou alinhadas para indicarem a principais áreas de vida:

ambiente: 1, 27, 45, 56, 44, 25

família: 2, 28, 46, 55, 43, 24

vida material: 3, 29, 47, 54, 42, 23

trabalho: 6, 31, 38

sexualidade: 7, 32, 49

dinheiro: 8, 33, 50

inimigo: 11, 34, 50

amigos: 15, 37, 51

saúde: 17, 38, 51

amor: 18, 39, 52

justiça: 19, 40, 53

destino: 12, 13, 14, 36, 35

Observe que a carta do consulente é de cor branca, e na leitura original, as outras cartas brancas na leitura complementar não estão relacionadas nenhum fato ou acontecimento.

Contato com a autora: Margareth Procópio – margarethprocopio@hotmail.com

O Referencial de Nascimento

Marize Wendland

O Referencial de Nascimento é um método de autoconhecimento e de desenvolvimento pessoal tendo como suporte o Tarô de Marselha. Este método foi criado por Georges Colleuil, nos anos oitenta do Século XX. Ele faz uma abordagem filosófica, terapêutica e humanista do Tarô. Desenvolve uma pesquisa original sobre o conteúdo simbólico do Tarô de Marselha, tentando desfazer o preconceito que o Tarô prediz o futuro. Para ele, “o Tarô não serve para ler o futuro, mas para construí-lo”. Seguindo este pensamento, ele diz que trabalhar com o Tarô em um processo de autotransformação, terapia, desenvolvimento pessoal, nos permite entrar em contato com o centro invisível que se confunde com o mais profundo de nosso ser, o mais autêntico, o mais criativo. Seguindo esta idéia, o Referencial de Nascimento parte de uma Tarologia humanista, viva, em vez de Taromancia passiva.

O Referencial de Nascimento, como o nome indica, é uma representação das qualidades pessoais às quais é sempre possível se referir. É um instrumento de autoconhecimento e conhecimento dos outros, um meio dinâmico de evolução e de desenvolvimento pessoal, um método “de aprendizagem do ser”. Graças à decodificação rigorosa das lâminas que o compõem, ele vai permitir o retorno sobre si mesmo, a coerência consigo mesmo e, então, a autonomia que, por sua vez, favorece uma melhor harmonização no relacionamento com o outro.

O Referencial de Nascimento propõe uma reinterpretação dos Arcanos sob uma perspectiva humanista, evolutiva e terapêutica, que permite atualizar seus símbolos na experiência individual. Poderíamos dizer, pois, que o Tarô é uma linguagem universal que se individualiza no Referencial de Nascimento.

Um Referencial não é uma radiografia da personalidade, mas um espelho simbólico de uma estrutura interior. Trabalhar com um Referencial de Nascimento ajuda, pois, a se estruturar, sob a condição de poder se reconhecer nas experiências de vida que nos refletem as imagens simbólicas do antigo Tarô de Marselha. O Referencial de Nascimento nos apresenta uma adição de cartas que nos são confiadas no momento do nosso nascimento. Ele nos convida não só a uma observação desligada e distanciada de si-mesmo para melhor discernirmos um estado de conflito suscetível de gerar sofrimentos, mas, sobretudo, para identificar recursos, reservas energéticas estocadas e utilizáveis em prol de nossa transformação interior.

Os cálculos

O Referencial de Nascimento se apresenta sob uma forma de cruz composta de treze Arcanos maiores e de um Arcano menor, cada um contendo uma proposição de desenvolvimento pessoal. Esta maneira de organizar as cartas no espaço constitui a gramática sintática; a leitura do tema é a retórica; e a arte de formular as proposições constitui a dialética. O Referencial de Nascimento é, pois, uma estrutura gramatical cuja leitura e comentário devem nos ajudar a nos tornar mais presentes, ou seja, mais conscientes. Num Referencial de Nascimento, somos quase sempre levados a verificar a adequação ou não adequação entre o que propõe um dado Arcano de um ponto de vista absoluto (uma simbologia comumente aceita) e a vivência deste Arcano da nossa experiência pessoal. Por exemplo, o Eremita, um buscador incansável, aquele que encontra a luz e a sabedoria no interior de si mesmo, ou uma predisposição para a solidão; a Força, integração harmoniosa das forças vitais, centragem e autonomia. Perguntar-se-ia a um consulente que tenha estes dois Arcanos no seu Referencial “onde ele se encontra nesta questão?” Partindo da sua vivência, ele vai se conectar com a simbologia do Arcano… Se não há uma adequação, o Referencial pode oferecer caminhos para uma adequação através de vários tipos de terapia.

As lâminas são dispostas em quatro eixos que formam uma cruz de Santo André. O eixo vertical é denominado de a escada de Jacó; o eixo horizontal, a cintura ou o horizonte; a diagonal que desce da esquerda do observador, a Banda; a outra diagonal, a Barra; o espaço situado acima do horizonte, o hemisfério norte; o espaço situado abaixo, o hemisfério sul. Esta cruz gira da direita para esquerda e determina os 12 espaços chamados Casas e mais um espaço: o coração do brasão ou Casa 13, como no desenho ao lado.

As lâminas que ocupam estas casas formam juntas os aspectos (espelho, nó, dialética…)

Casa 1: A Personalidade

Esta Casa diz respeito, sobretudo, às manifestações de extravasão do indivíduo: sua personalidade, seu modo de comunicação com os outros, com seu ambiente, assim como a maneira

pela qual ele é percebido pelo mundo exterior.

Cálculo: corresponde ao dia do nascimento.

a. Se a data de nascimento cai entre os dias 1° e o 22° do mês, encontra-se imediatamente o Arcano maior correspondente.

Exemplo: para um nascimento no dia 18 novembro o Arcano correspondente será o 18, ou seja, a Lua. Já para um nascimento no dia 22 de maio, o Arcano correspondente será o Louco. (Trata-se aqui de uma convenção, pois o Louco não possui o valor 22, porém é o vigésimo segundo Arcano maior).

b. Para as pessoas nascidas entre 23 e 31, adicionam-se os valores que compõem este número (redução teosófica ) e substitui-se o resultado obtido pelo Arcano correspondente.

Exemplos: 23 = 2+3 = 5 = O Papa; 29 = 2+9 = 11 = A Força

Casa 2: A Busca

Eis a Casa do Ideal. A lâmina que ocupa esta Casa ilustra a nossa busca absoluta, a busca daquilo que nos falta, nossa busca interior. Esta Casa é, pois, a Casa da interiorização, assim como a Casa 1 era a da exteriorização.

Cálculo: a Casa 2 corresponde ao mês de nascimento.

Ela está situada, claro, entre I e XII, ou seja, ente o Mago e o Pendurado. Aqui, conserva-se a tradição numerológica, a do calendário gregoriano: a I corresponde janeiro; a II, fevereiro, etc.

Casa 3: O Pensamento. Sede dos desejos e medos

Aqui, encontramo-nos no domínio de verbo Pensar. É a Casa das limitações. A Casa 3 evoca as preocupações constantes do pensamento, as agitações do mental, a sombra que o intelecto lança sobre a consciência e o ser: as exigências da análise e da dualidade. A carta que aí se encontra indica sob qual ângulo nós percebemos a realidade.

Cálculo: A Casa 3 corresponde ao ano do nascimento.É pela redução teosófica que obtemos o valor da carta.

Exemplos: 1960 = 1 + 9 + 6 + 0 = 16 = A Torre; 2000 = 2 + 0 + 0 + 0 = 2 = A Papisa

Casa 4: A Ação. Sede da missão existencial

A Casa 4 é a Casa do verbo Fazer. O Arcano que se encontra nesta posição dá indicações sobre a escolha que a vida, nossa existência nos propõem. Ele nos sugere orientações, mesmo compromissos nas áreas as mais concretas. Ela indica também nossas possibilidades de realização pessoal.

Cálculo: a Casa 4 é o resultado da adição do ano, do mês e do dia

Por exemplo, uma pessoa nascida no dia 27 de outubro de 1945:

1° número: 27 = 2+7=9 = O Eremita

2° número: outubro = 10 = A Roda da Fortuna

3° número: 1945 = 1 + 9 + 4 + 5 = 19 = O Sol

4° número: 1945 + 10 + 9 = 1964 = 1 + 9 + 6 + 4 = 20 = O Julgamento

Atenção: A redução só é feita no final da operação. Não há redução intermediária.

Casa 5: A Passagem Obrigatória

A Casa 5 revela aquilo com que estamos sempre confrontados durante nossa existência, aquilo que deve ser resolvido. É a passagem obrigatória para que o tema funcione e para que a Casa 4 se encarne em todas as suas potencialidades.

Cálculo: A Casa 5 é o resultado da adição dos quatro Arcanos precedentes.

Atenção: Não se adiciona o dia, o mês, o ano e Casa 4, adicionam-se apenas as quatro lâminas.

Retomando o exemplo dado:

Casa 1: 9

Casa 2: 10

Casa 3: 19

Casa 4: 20

Casa 5: 9 + 10 + 19 + 20 = 58 = 5 + 8 = 13

A Casa 5 é a quintessência dos quatro primeiros Arcanos. Denomina-se carta de síntese ou passagem obrigatória.

Casas 6 e 7

As Casas 6 e 7 são estudadas juntas. Elas constituem um casal de opostos.

Toda exploração profunda dos Arcanos da Casa 6 e, sobretudo, da Casa 7 nos permite compreender melhor os significados dos combates que travamos.

Casa 6: Os Recursos

A Casa 6 ou dos recursos é a das qualidades inatas,dos dons, dos recursos, de tudo aquilo que podemos realizar sem nem mesmo estarmos sempre conscientes.

Cálculo da casa 6:

A adição da Casa 1 e Casa 2.

Atenção: Não se trata de adicionar o dia e o mês de nascimento, mas de somar os valores numéricos das cartas obtidas na Casa 1 e na Casa 2.

Tomando nosso exemplo:

A data 27/10/1945.

Casa 1 = 2+7 = 9 = O Eremita

Casa 2 = 10 = A Roda da Fortuna

Fórmula: {Casa 6 = Casa 1 + Casa 2}

Casa 6: Casa 1 + Casa 2 = 9 (O Eremita) + 10 (Roda da Fortuna) = 19 (O Sol)

Casa 7: Os Desafios

A Casa 7 ou Casa dos desafios contém a lâmina que simboliza nossas faltas, nossas carências fundamentais, nossos bloqueios energéticos, nossas dificuldades psicológicas, os obstáculos a transpor…

Cálculo: já que a Casa 7, dos desafios simbólicos, representa uma falta, uma carência, a operação consistirá numa subtração.

Subtrai-se o valor da Casa 2 pelo valor da Casa 3 (ou o inverso, segundo o valor da grandeza). Diz-se que esta subtração se faz em valor absoluto.

A mesma observação que a precedente se impõe ao cálculo da Casa 7.

{Casa 7 = Casa 2 – Casa 3} ou {Casa 7 = Casa 3 – Casa 2}

Continuando com nosso exemplo:

Casa 2: 10 = A Roda da Fortuna

Casa 3: 1945 = 1+9+4+5 = 19 (O Sol)

Casa 7: Casa 2 – Casa 3 = 10 – 19 (ou 19 – 10) = 9 (O Eremita)

Se o resultado da subtração da Casa 2 pela Casa 3 é zero, a lâmina do Tarô utilizada para significar o desafio da Casa 7 será o Louco.

Casa 8: Transformação: O Meteoro

O Arcano presente na Casa 8 indica as enérgias disponíveis durante um ano para ajudar na realização de seu Referencial. Não se trata de um destino, no sentido de previsão de acontecimento, porém de uma proposição precisa, um convite para trabalhar sobre um tema dado durante um período específico.

A Casa 8 muda entre outubro e dezembro e dá a coloração (o toque) do ano que segue.

Cálculo: começa-se por definir o valor daquilo que se chama o Ano Universal. Trata-se do número obtido depois da redução do ano para o qual se quer conhecer a Casa 8.

Exemplo: 2009 = 2 + 0 + 0 + 9 = 11

A redução se faz na base de 9, contrariamente aos outros cálculos do Referencial onde se utiliza a base 22. Porém, se o resultado da redução é 11 ou 22, não se procede a uma nova redução, conserva-se este número, chamado na nemerologia clássica: Número Mestre.

Acrescenta-se ao valor do Ano Universal o valor da Casa 6 do indivíduo.

Casa 8 = Casa 6 + Ano Universal

Tomando nosso exemplo:

Casa 6: 19 ( O Sol)

Ano Universal: 2010 = 2 + 0 + 1 + 0 = 3

Casa 8: 19 (Casa 6) + 3 Ano Universal) = 22

Casa 9: Si mesmo (o Eu), Êxito

A Casa 9 é a Casa de Si mesmo (do Eu – Eu Sou). O Arcano que ela contém representa a parte mais essencial do indivíduo, aquela parte que só se exprime raramente, seja nos sonhos ou nas suas cirações inconscientes. Este Arcano vibrará no seu mais alto nível naqueles que conseguiram realizar seu destino,sua missão, conscientemente.

Cálculo: obtém-se a Casa 9, adicionando a Casa 6 (recursos) com a Casa 7 (desafios). A Casa 9 só se exprime quando há uma supremacia da Casa 6 sobre a Casa 7, ou seja, o indivíduo faz triunfar seus recursos sobre seus desafios.

Retomando nosso exemplo:

Casa 6: 19 (O Sol)

Casa 7: 9 (O Eremita)

Casa 9: 19 + 9 = 28 = 10 (A Roda da Fortuna)

Casa 10: Fracassos e Experiências

Esta é uma das Casas da sombra.

O Arcano que ela contém fornece indicações sobre os domínios nos quais o indivíduo conhece habitualmente o fracasso (O Imperador, fracasso na matéria, A Lua, no emocional, A Imperatriz, na expressão, O Pendurado, na confiaça…). Mas esta noção de fracasso não deve ser abordada como fatalismo, mas sim como uma experiência ainda não realizada.

Cálculo: a Casa 10 se obtém fazendo uma subtração entre o número da Casa 9 e o valor 22, qualquer que seja a ordem desta subtração:

Exemplo: 10 – 22 = 12; 22 – 10 = 12

Caso particular: se a Casa 9 for igual a 22, admite-se que a Casa 10 é também igual a 22. São, então, os dois aspectos muito contraditório do Louco que estarão em conflito:

Sabedoria / Loucura

Caminhada / Caminhar a esmo

Originalidade / Marginalidade

Casas 11 e 12

Estas duas casas também devem ser estudadas juntas, pois contêm os Arcanos memórias do indivíduo. Memórias antigas para a Casa 11, memórias do futuro para a Casa 12

Casa 11: Captador, registrador das memórias do indivíduo

A lâmina que ocupa esta casa simboliza as aquisiçoões do indivíduo: qualidades, dons inatos, herança cármica, genética ou genealógica com as quais ele veio ao mundo e sobre as quais ele pode se apoiar para evoluir. Porém, paradoxalmente, elas podem também constituir um freio.

Cálculo: adiciona-se as três lâminas do hemisfério Sul, ou seja, as Casas 7, 3 e 10. Estas três casas reúnem as maiores dificuldades do indivíduo, seu desafio, os conteúdos de seu inconsciente e suas experiências de fracasso. Sua síntese na Casa 11 faz desta última a fonte dos conflitos originais do indivíduo.

Tomando nosso exemplo: 27/10/1945

Casa 11 = 9 (Casa 7) + 19 (Casa 3) + 12 (Casa 10) = 40 = 4

Casa 12: Valor pessoal de transmissão

O Arcano presente nesta casa representa o ideal, força magnética considerável. Ele dá a energia que permitirá ao sujeito de se projetar para o futuro, é indicativo do destino do sujeito ou, pelo menos, da imagem que ele deixará dele mesmo à posteridade. Ele representa o patrimônio espiritual e os valores que o sujeito transmitirá a seus descendente, chama-se, então, valor pessoal de transmissão.

Cálculo: obtem-se pela adição dos três Arcanos do hemisfério norte, ou seja, as Casas 6, 2 e 4.

Tomando nosso exemplo: 27/10/1945

Casa 12 = 19 (Casa 6) + 10 (Casa 2) + 20 (Casa 4) = 49 = 13

Casa 13: A problemática, “O Coração do Brasão”

A décima-terceira casa do Referencial, chamada Coração do Brasão, sintetiza o conjunto de um tema. Ele representa o paradoxo fundamental da pessoa, constitui a problemática fundamental do indivíduo, ou seja, a fonte de suas dificuldades, mas também sua capacidade de resolvê-las. Com este Arcano, nós nos encontramos no centro, no coração do problema, nós nos aproximamos da natureza profunda, essencial e paradoxal do indivíduo.

Cálculo: obtém-se o arcano do Coração do Brasão adicionando as lâminas dos eixos vertical e horizontal:

Eixo horizontal, cintura: { Casa 9 + Casa 2 + Casa 5 + Casa 4 = A}

Eixo vertical, escada de Jacó: { Casa 11 + Casa 3 + Casa 5 + Casa 1 + Casa 12 = B}

Coração = A + B

Tomando nosso exemplo: 27/10/1945

Escada de Jacó: 4 + 19 + 13 + 9 + 13 = 58

Cintura: 10 + 10 + 13 + 20 = 53

Coração: 58 + 53 = 111 = 1 + 1 + 1 = 3.

Fonte: Clube do Tarô

O Semáforo – Arcanos Menores

Sua estrutura é bem simples e direta, o que a torna ideal para consultas rápidas. Mesmo assim, como todas as jogadas de três, o valor de suas posições pode ser expandido se quisermos investigar mais a fundo a jogada. As denominações das posições são descritas abaixo –

Posição I – Sinal Vermelho – Não faça isso – atitudes, ações ou pessoas que devem ser evitadas; coisas que podem prejudicar ou atrapalhar; perigos e ameaças;

Posição II – Sinal Verde – Vá em frente e faça isso – o caminho a seguir, a coisa mais adequada a fazer, as portas que estão abertas para você;

Posição III – Sinal amarelo – Atenção, cuidado, ou esteja consciente disso – coisas das quais você precisa estar consciente ou tomar cuidado, prestar a atenção; coisas que você não tem muito conhecimento, ou não tem considerado o suficiente.

Embora seja possível analisar qualquer tipo de questão com essa disposição, ela funciona melhor com perguntas abertas. A terceira posição dessa tiragem recebe destaque extra por ser mais neutra. A informação que ela oferece pode ser usada como referência para as outras duas posições. Isso quer dizer que você pode confrontar as cartas das posições 1 e 2 com a da posição três, exatamente para saber o que manter em mente enquanto não fazer isso e fazer aquilo.

Fonte: http://manimaneon.wordpress.com

Método de Tarô – 5 Casas/Cartas

Usam-se 1 ou 2 cartas por casa. (Um Arcano Maior e um Arcano Menor). Depende do sistema de jogo de cada um.

Leitura por cinco:

1) Passado – da questão/pergunta

2) Presente – da questão/pergunta

3) Futuro – da questão/pergunta

4) Consciente – o que o consulente sabe, esta consciente em relação a questão/pergunta

5) Inconsciente – o que o consulente não sabe/desconhece em relação a questão/pergunta

Método de Tarô – 7 Casas/Cartas

Usam-se 1 ou 2 cartas por casa. (Um Arcano Maior e um Arcano Menor). Depende do sistema de jogo de cada um.

Leitura por sete:

1) Passado – da questão/pergunta

2) Presente – da questão/pergunta

3) Futuro – da questão/pergunta

4) Consciente – o que o consulente sabe, esta consciente em relação a questão/pergunta

5) Inconsciente – o que o consulente não sabe/desconhece em relação a questão/pergunta

6) Visão do consulente sobre si mesmo frente a questão/pergunta.

7) Visão que as outras pessoas tem do consulente, frente a questão/pergunta.

Deve-se estabelecer um tempo neste método, assim como para outros métodos, o mais usual é um tempo de 3 meses para a casa do futuro.

Método de Tarô – Desaparecido

Este método tem a finalidade de encontrar pessoas e também seres vivos (animais) desaparecidos.

Disposição das cartas

Casa Central: ? . DESAPARECIDO

Coloque uma carta no centro, representando a pessoa.

(saindo a corte pode ser a própria)

Casa1: ESCORPIÃO (Águia)

Como o desaparecido está emocionalmente, psicologicamente?

(Zangado? Triste? Feliz?…).

Casa 2: LEÃO

Quem está com o desaparecido?

(Amigos? Inimigos? Estranhos? Família?).

Casa 3: TOURO

Qual sua localização física?

(Parados? Em movimento?)

Casa 4: AQUÁRIO (Anjo)

Onde planejam ir?

( Ou não?)

Casa Central: 0 . CONSELHO

Coloque uma carta cortando a carta central.

(Deve continuar procurando? Relaxar? Não se preocupar?…)

Nesta posição pode vir a resposta – Desistir de procurar – ou – Sinto muito, não encontrará (viva ou até o corpo poderá não ser achado).

Método de Tarô: Um Caso de Amor

Quando, numa leitura, ocorrer a promessa ou a iminência de um caso de amor e o consulente desejar saber mais detalhes do assunto, este método poderá ser de grande valia.

Disposição das Cartas

Casa 1 – Carta-chave ou Situação

Escolher uma carta da corte que identifique a pessoa com a qual o consulente tem possibilidades de viver um caso de amor ou escolher uma carta ao acaso para representar a situação entre ambos.

Casa 2 – Obstáculos ( carta que cruza a 1ª)

Esta carta mostra os obstáculos, as forças que surgirão para impedir ou interferir nesse romance.

Obs.: Nesta casa, as cartas da corte representam obstáculos provocados por outras pessoas. As com números revelam outros tipos de dificuldade.

Casa 3 – Passado do Parceiro

Esta carta revelará o passado oculto do parceiro em vista.

Casa 4 – Compatibilidade

Esta carta mostrará o grau de compatibilidade que existe entre o consulente e a pessoa em questão. Indicará a complexidade ou a facilidade da relação. A sintonia entre ambos.

Casa 5 – Destino

Esta carta revelará as circustâncias que estão fora de controle do consulente, sobre as quais ele não poderá atuar e que influirão a favor ou contra a provável relação amorosa.

Casa 6 – Resultado

Esta carta mostrará qual será o resultado desse romance. Indicará onde se chegará com esse amor.

Deve ser interpretada em relação com as cartas anteriores.

Método dos Relacionamentos

Finalidade: Analisar qualquer tipo de relacionamento.

Relações afetivas de qualquer natureza, amizades, inimizades, sociedades, familiares, vizinhos e etc. Sendo as Casas 12 e 13 opcionais.

Casas 1 e 2: Mental

Mostra como cada um vê a relação, como cada um vê o outro, o que tencionam e planejam, o que percebem.

Casas 3 e 4: Sentimentos

Mostra o que cada um sente pelo outro, a capacidade de entrega, o prazer e como o outro preenche.

- Para relacionamentos formais/sociais está casa mostra, se há satisfação, entrosamento, motivação…

Casas 5 e 6: Atitude

Mostra como um lida com o outro. Como o trata. Como se expressa. Como se coloca na relação.

* As atitudes de um para com o outro.

Casas 7 e 8: Fatores Externos

Mostra como a vida de cada individuo e tudo que ela contém afeta a relação.

* Se pessoas ou outras situações influem na relação, de forma a desestrutura-la ou estrutura-la.

Casa 9 : Passado

A síntese da relação num passado próximo ou a sua origem. De onde eles vêm.

Casa 10: Presente

A síntese da relação hoje. Como ela está?

Casa 11: Futuro

Quais as perspectivas da relação para os próximos meses (ou o tempo que foi convencionado). Para onde vão.

Casas 12 e 13: Sexo

O tesão pelo parceiro, a atitude no sexo, a satisfação física.

- Esta casa só deve ser adiciona ao método, se a relação que esta sendo analisada, conter o contexto sexual.

Método de Tarô – Carater

Este método revela o carater de uma pessoa em relação a outra. Se esta sendo falsa ou verdadeira. Se tem boa índole ou não. Por que age de tal maneira.Quais as reais intenções.

Composto de 4 Casas reveladoras. Autoria: Giancarlo.

Casa 1: A Persona

O quê a pessoa demonstra ser, o que todo mundo sabe.O que é visível.

Casa 2: A Personalidade

Como essa pessoa é na sua essência. O que as pessoas não sabem. Seu carater. O que esconde. O que não é visivel.

Casa 3: A Motivação

O que leva essa pessoa a agir da maneira que esta agindo com você. O quê motiva a atitude que esta pessoa está tendo com você.

Casa 4: A Intenção

Qual a intenção dessa pessoa para com você. O que ela realmente quer de você.

Método – Mandala do Amor

A Mandala do Amor irá esclarecer determinadas situações desconhecidas dando-lhe a bênção de conhecer os sentimentos da pessoa amada, e suas verdadeiras intenções, muitas vezes ocultas por trás de visíveis aparências.

Pense na pessoa com quem deseja se relacionar, já se relacione ou de quem queira se afastar.

A 7ª carta, a síntese, é a somatória das cartas anteriores.

Casa 1 – Karma

Revela o aspecto positivo e negativo prestes a manifestar-se, relacionado com os sentimentos dolorosos e reprimidos, dos quais fazem parte nosso passado, e sobre os quais estão registrados todos os acontecimentos Kármicos amorosos da nossa vida. Por não sabermos encerrar as nossas dívidas com os nossos entes queridos voltamos a encontrá-los nas várias encarnações futuras.

Casa 2 – Pessoa Amada

Mostra o verdadeiro perfil amoroso e os múltiplos sentimentos vividos pela pessoa que está ligada afetivamente ao consulente. Revela seu grau de amor, emoções íntimas, temores, e suas ocultas intenções.

Casa 3 – Segredo

Esta carta revela os segredos do amor: ciúmes, intrigas, união escondida, paixões proibidas, aproximação das alegrias e das tristezas. Esta carta também pode pressagiar uma separação prestes a acontecer por causa de traições desveladas ou pela disputa de um amor que pode ser novo ou antigo. A manifestação de certas circunstâncias inesperadas irá mostrar ao consulente os próximos passos da pessoa amada, fazendo com que ele aprenda muito com ela.

Casa 4 – União

Mostra a sintonia amorosa e os interesses que ligam os seres que se encontram por Karma ou são atraídos por afinidades semelhantes. Esta carta revela a realidade que existe por trás de certas pessoas que, levadas por interesses secretos, colocam obstáculos na vida a dois.

Casa 5 – Sentimento

Esta carta mostra o verdadeiro sentimento e as intenções ocultas que habitam no coração da pessoa que o consulente ama ou deseja esquecer.

Casa 6 – Conselho

Mostra qual postura deve ser assumida no relacionamento. Esta carta tem grande ligação com os acontecimentos do passado e mostra com clareza como devemos curar nossas feridas e nos libertar de pessoas ou situações que provocam sentimentos dolorosos e cargas emocionais negativas.

Casa 7 – Síntese. Conclusão do Relacionamento

Esta carta revela acontecimentos inesperados, que determinam por exigência do Karma a sentença final para o romance, revelando, assim, o desejo que o homem tem de adaptar-se ao destino.

http://cartasedestino.blogspot.com/

  1. Fabrício E S Prado

    Métodos muito interessantes que precisam ser experimentados, valem a pena!

  2. Gesiane Pajarinen

    SUPER!
    muito legal encontrar vários métodos todos juntinhos numa só página!

  3. Interessante ter grande parte dos sistemas de jogo em um unico post. legal!

  4. Olá,

    Gostei muito de seu Post, pois retrata bem o assunto.

  5. Uma riqueza com possibilidades variadas,é preciso estudar.Amei.

  6. Miriam Torrês

    Muito bom! Obrigada por compartilhar todas essas jogadas e suas respectivas explicações! Grata!

  1. Pingback: Série Tiragens: O Coração Partido (Zombie Tarot) | Tarolando

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