Dicas: Educação e Carreira no Tarô


O blog Biddy Tarot trouxe, recentemente, um TOP 10 de cartas de Tarô para estudo e carreira que traduzi livremente abaixo, acrescentando algumas coisas. Considerei interessante, pois é sempre um desafio trazer os símbolos das cartas para nosso cotidiano. Afinal, estamos razoavelmente longe do mundo medieval, quando o Tarô foi criado.

É claro que todas as 78 cartas podem responder questões a respeito desses dois assuntos, porém, estas que a autora indicou são as mais óbvias, pois já trazem nelas este universo de forma palpável.

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Pagan Tarot – Sacerdotisa

ARCANOS MAIORES

  1. Sacerdotisa – Indicaria a busca de conhecimento místico e intuitivo, assim como ampliação de mediunidade;
  2. Sacerdote – Neste caso, sugere o aparecimento de um professor ou mestre na vida da pessoa. Assim, é preciso aprender uma nova doutrina ou modo de pensar. O conhecimento também pode vir de instituições legalizadas e tradicionais;
  3. Carro – Mostraria determinação e concentração do consulente, por isso, é positivo para concursos públicos e seleções;
  4. Eremita – Trata-se quando o conhecimento vem de dentro, favorecendo, portanto, a meditação e contemplação. O consulente deve aproveitar e valorizar o que já se sabe;
  5. Louco – Revela o desejo de exploração. O consulente seria então um “estudante da vida” ou, pelo menos, deve aprender com as próprias experiências, sem ter medo de errar;
Pagan Tarot - Pajem de Espadas

Pagan Tarot – Pajem de Espadas

 

ARCANOS MENORES

  1. Pajem de Ouros – Este arcano falaria de novos estudos, sobre os quais o consulente estaria entusiasmado e cheio de energia, já os aplicando na carreira escolhida, na forma de estágio ou trainee, por exemplo;
  2. 3 de Ouros – Seria um aprendizado de mão dupla, quando o aprendiz recebe o conhecimento do instrutor que, por sua vez, melhora seus conhecimentos ao ter que buscar as respostas corretas para seu aluno. Também poderia se referir a ensino e aprendizado em grupo ou associações e colaborações no âmbito profissional;
  3. 8 de Ouros – Mostraria uma fase de aprendizado e aprimoramento de novas habilidades, pedindo dedicação e perseverança ao consulente para continuar avançando. Se ele tiver dúvida se deve seguir carreira X, esta carta sugere que se comece a investir já;
  4. Pajem de Espadas – Com sede por conhecimento, este Pajem indicaria estudo autodidata, revelando igualmente um consulente que faz perguntas difíceis e/ou impertinentes. Pode, inclusive, indicar pesquisas acadêmicas;
  5. 3 de Paus – Pede que se esteja pronto para expandir conhecimento, saindo da zona de conforto. Assim, convida a um intercâmbio ou cursos no exterior, assim como aprendizado de línguas;

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Imagens acima: 3 de Ouros e Carro

 

Resenha Jung e o Tarô – Sallie Nichols: Parte II (O Mago)


Início do Capítulo 4

Início do Capítulo 4

Continuando com a resenha em partes do livro de Sallie Nichols (clique aqui para ler o primeiro post), hoje tratarei do Capítulo 4, referente ao Mago, chamado de “criador e embusteiro” pela autora.

Wirth Moderno

Wirth Moderno

Segundo ela, o arcano de número I se diferencia do Louco por canalizar a energia impulsiva e profunda do inconsciente deste para a humanidade, começando o processo de individuação (como diria Jung) ao utilizar métodos mágicos, que são os objetos que têm a sua disposição sobre a mesa, por estar relacionado a Hermes/Mercúrio, “o deus das revelações”.

Deus Mercúrio

Deus Mercúrio

Assim, entrando na questão da mágica, na qual ela se aprofunda bastante, Nichols afirma que o (página 60):

Mago tem o poder de revelar a realidade fundamental, o estado de ser que constitui a base de tudo.

Isso mostraria um avanço em relação ao Louco, devido a falta de foco e objetivo deste arcano. Por causa disso, durante alguns parágrafos, ela também nos traça a dinâmica de semelhança e disparidade entre Louco e Mago, para mostrar como esta transição do inconsciente para o consciente se opera, já que, tanto um quanto o outro carregam o arquétipo de embusteiro, mas se manifestam de formas distintas. Veja um trecho encontrado nas páginas 59-60:

O Louco nos prega peças; o Mago é capaz de realizar sua mágica diante de nós (…). O Louco é solitário (…). O Mago nos inclui em seus planos (…) O Louco é amador despreocupado; o Mago é um profissional sério.

Scapini

Scapini – A sabedoria que vem do conhecimento

Porém, nem sempre o Mago é visto com bons olhos, muitas vezes mostrando sua contradição nas páginas do Capítulo. Afinal, ele pode ser tanto aquele que nos ilumina com seu conhecimento, quanto o que nos engana e ilude nas feiras medievais com seus truques.

Dürer

Dürer – O ilusionista das praças

De todo modo, de acordo com a autora, o Tarô de Waite tira um pouco dessa roupagem negativa, em relação ao que é indicado pelo Tarô de Marselha, por exemplo. Então, ela aproveita o ensejo para discorrer sobre todos os elementos em cena na carta, tais como o chapéu e o bastão. A varinha do Mago, por exemplo, chega a ser comparada a batuta de um condutor de orquestra e o que isso simbolizaria dentro do contexto do arcano.

Waite

Waite – O lado mais bonito do Mago

Por fim, ela faz um esboço sobre os temas da criação e alquimia, terminando com a certeza de que (página 80):

o Mago nos ajuda a envolver-nos no mundo dos sonhos (…) e nos ajuda a fazer que (…) se realizem.

Coisa que com o Louco não seria possível, com seu caráter solto e sem nenhuma direção.

Tarô Medieval - O lado alquímico do Mago

Tarô Medieval – O lado alquímico do Mago

Veja aqui outros textos sobre o Mago:

Tarô e Símbolos: Mago

Você se parece com o Mago?

Tarô e Profissões: Mago

Tarô e Cultura: Mago – Merlin

Boas maneiras com o Tarô: Mago

Se você tem conta no Skoob, acompanhe minha leitura aqui

Como lidar com clientes agressivos


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Quando um cliente Louco vem armado do 3 de Espadas, é importante estar no clima do Julgamento.

De vez em quando acontece de um cliente sair insatisfeito da sua mesa de consulta e existem algumas causas para isso:

  1. Você não foi eficiente ou coerente por algum motivo: cansaço, inexperiência, arrogância, distração;
  2. Sua consulta foi adequada, mas o resultado foi o oposto do que o consulente queria ouvir;
  3. Sua consulta foi correta, mas o consulente tem um problema/distúrbio de personalidade que pode ser temporário ou permanente.

Assim, quando o ataque acontece, a primeira coisa que você deve ser perguntar é em qual das 3 opções acima você se enquadra. Portanto, se você estiver na:

  • primeira, é bom se desculpar e tentar compensar o cliente, seja remarcando, dando um desconto numa próxima ou na consulta em questão. Não sou a favor de não cobrar a consulta, pois, de todo modo, houve a “venda” do seu tempo. Você pode também refazer a leitura depois de um tempo e aprender com seus erros;
  • segunda, deve ficar firme, pois o ponto de conflito está sendo causado pela imaturidade do consulente. Seja respeitoso, claro, mas não tente mudar o que foi lido, pois isso fará mais mal que bem. Antes uma verdade doída do que uma ilusão doce. Considere também a possibilidade de tirar este cliente da sua lista e se afastar dele. Se ele não pode ser razoável, não há vantagem em ficar “batendo em ponta de faca”;
  • terceira, é melhor observar e tomar cuidado. Se for um ataque temporário, a própria pessoa vai perceber e se retratar, senão, é bom se proteger. Por isso, nunca atenda sozinho uma pessoa que você não conhece bem, principalmente se for na sua casa.
Arte tradicional chinesa usada nas portas para afastar os maus espíritos

Arte tradicional chinesa usada nas portas para afastar os maus espíritos

Por fim, a dica mais importante é: evite que isso aconteça, sempre se mantendo descansado, em paz e feliz. Geralmente é quando nossa energia se abaixa que atraímos problemas na vida cotidiana. Então, não atenda se:

  • sentir algo estranho em relação ao cliente;
  • estiver cansado;
  • estiver triste;
  • estiver ansioso;
  • não se sentir preparado;
  • estiver passando por algum problema pessoal que lhe deixa preocupado.
Se você for religioso, pode fazer orações, acender velas ou incensos antes e/ou depois da consulta.

Se você for religioso, pode fazer orações, acender velas ou incensos antes e/ou depois da consulta.

Tarô e Cultura: E o Vento Levou


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Lendo o primeiro volume do livro E o Vento Levou, de Margaret Mitchell, da Editora BestBolso, encontro esta passagem na página 15: é relatado que a personagem bá Jincy disse à protagonista Scarlett O´Hara, tempos atrás, que ela se casaria com um cavalheiro de cabelos e bigode negros, características físicas que não a interessavam na época. Por isso, ela considerava ser a previsão, enganosa, o que, obviamente, todos nós sabemos que não era.

Rhett Butler, interpretado por Clark Gable, o cavaleiro de cabelos e bigode negro.

Rhett Butler, interpretado por Clark Gable, o “cavalheiro de cabelos e bigode negros”.

De todo modo, fico imaginando se Jincy deduziu isso com uma carta da corte. A meu ver, o que mais se encaixaria, seguindo a cartomancia antiga, é o Rei de Paus, por ter pêlos negros (mas não ser da raça negra) e possuir mais idade que Scarlett. Além disso, no baralho comum, o Cavaleiro de Paus não tem bigode, reforçando esta ideia.

Rei de Paus

E vocês, o que acham?

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