Boas maneiras com o Tarô: Rei de Ouros

Ganância. Como aqui falamos dos maus aspectos para que possamos ter boas maneiras, o lado ruim do Rei de Ouros é seu excessivo interesse e apego à matéria. Nos desenhos, ele poderia ser representado pelo Tio Patinhas e nas histórias pelo Ebenézer Scrooge de Charles Dickens. Trata-se daquela pessoa que só pensa em enriquecer, que não gosta de dividir nada com ninguém, que muito provavelmente é sovina e que está sempre calculando. Não é uma pessoa que faça estratégias ou que seja muito carismática ou simpática. Ela fica ali, o tempo todo acumulando e contando moedinhas. Mas sua ganância não precisa ser expressa apenas em números, ela pode também ser assim em relação à comida, comendo escondida, querendo sempre o melhor pedaço e pegando tudo aquilo que acha que tem direito, como se no dia seguinte fosse passar fome. Tome cuidado, portanto, se para viver bem, você precise ter abundância de tudo, principalmente se ela não for necessária. Muitas vezes a simplicidade é muito mais efetiva e ter demais só fará você morrer sufocado.

Boas maneiras com o Tarô: Eremita

Isolamento. Não há nenhum problema em se ficar sozinho, até porque é na solitude que temos grande ideias, que relaxamos e podemos conviver melhor com a pessoa mais importante que existe, que somos nós mesmos. Porém, existem algumas pessoas que preferem se isolar por não conseguir conviver direito com os outros. Na verdade, não se trata de timidez. Elas simplesmente não acham os relacionamentos interessantes, têm preguiça de conversar, até mesmo sobre assuntos que empolgariam muita gente. Elas querem mesmo é viverem só, no seu próprio mundo. Isso poderia ser, de alguma forma, uma fobia social. De todo modo, como somos Todos Um por estarmos justamente conectados, querer ficar longe, sem se doar aos outros, sem querer compartilhar ou aprender, pode ser entendido como um grande egoísmo e também uma forma de sofrimento. Pois, se por um lado as pessoas de fato nos aborrecem, por outro, nos ajudam em muitos setores. Isolar-se não pode ser a resposta para seus problemas. Afinal, do mesmo modo que invadir a privacidade do outro é inadequado, fugir de todo mundo também o é.

Boas maneiras com o Tarô: Justiça

Hipocrisia. Tem muita gente passando uma ideia falsa por aí, seja porque vende algo ruim como sendo bom, diz algo e faz o contrário, ou ainda tem um discurso, mas por dentro segue e acredita exatamente o oposto. Mas não pense que hipócritas possam ser apenas representados por alguns publicitários, religiosos e políticos. Todos nós corremos o risco de em algum momento derraparmos em conversas moralistas que vem mais para mascarar nossos próprios erros do que provar nossa sabedoria ou superioridade. Por isso, cuidado! Não perca tempo julgando com tanta severidade as pessoas por aí, pois todos somos falíveis e seria muito mais interessante nos darmos apoio nos momentos de queda, do que aproveitarmos a derrocada de algum para nos elevarmos.

Boas maneiras com o Tarô: Carro

Descontrole. É muito fácil perder a cabeça ou as “estribeiras”, para fazer mais sentido em relação a carta de hoje, na qual nós, o cavaleiro, tentamos domar os dois cavalos à nossa frente, de modo a avançar rápido e firme. De uma forma mais ou menos frequente, cada um de nós já experimentou momentos em que se deixou levar pelo fluxo de emoções desordenadas, chegando até mesmo a causar mal a outras pessoas, seja literalmente passando por cima delas com sua raiva, seja cometendo atos dos quais provavelmente nos arrependemos depois. O fato é que o descontrole só nos pega quando ficamos meio obsessivos, quando queremos uma coisa só de um determinado jeito e não permitimos mudanças de rota. Então, mesmo que tenhamos que passar por um pântano, vamos com tudo, quando seria mais sábio parar, reestudar o mapa e pegar um desvio. Procure observar se não existem setores na sua vida ou pessoas do seu convívio que lhe causam este tipo de surto. Tente encontrar a raiz do problema ao invés de ficar limpando a sujeira de seus arroubos. No fim, pode ser algo bem simples de resolver.

Boas maneiras com o Tarô: Enamorados

Indecisão. É normal termos dúvidas de vez em quando ou ficarmos um tempo meditando sobre algum assunto até nos sentirmos aptos a decidir ou escolher. Porém, há muitos de nós que fazem desse estado hesitante seu modo geral de vida e ao invés de tomarem resoluções e agirem, estão o tempo todo pendendo de um lado para o outro. Muitas vezes começam por um caminho, param, voltam, iniciam outro, depois desistem, retomam o primeiro e aplicam este padrão para tudo: regimes, trabalhos, assuntos da vida cotidiana, relacionamentos, estudos. Eles simplesmente não conseguem decidir e pelo menos assumir suas escolhas, indo até o fim delas. Muito provavelmente culpam o sistema, a família, a vida em si pela sua indecisão e, no fim, não constroem nenhum legado, não se desenvolvem plenamente e ainda atrapalham outros no caminho que muitas vezes são impedidos de ir, pois o indeciso os fica prendendo. Se você convive com o indeciso, pare de tomar as decisões por ele e se você for a pessoa hesitante, aquiete sua mente e tenha mais coragem, afinal não importa muito a decisão em si, mas o que você faz com ela.

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